Mulheres vão às ruas contra a violência e a reforma da Previdência

Em Vitória, a concentração do ato será a partir das 15 horas em frente à Defensoria Pública do Estado, no Centro

Nesta sexta-feira, 08, mulheres de todo o Brasil se unem contra  a retirada de direitos, a violência que fere e mata mulheres todos os dias e a reforma da Previdência e vão às ruas de várias capitais do país no Dia Internacional de Luta das Mulheres.  Neste ano, os atos unificados também são um grito de justiça por Marielle Franco, vereadora  do Rio, e por  seu motorista, Anderson Gomes, que foram brutalmente assassinados há um ano e cujos algozes ainda estão impunes.

No Espírito Santo, a marcha #MariELASsim: pela vida das mulheres, por direitos e contra os retrocessos terá a concentração em frente à Defensoria Pública do Estado, no Centro de Vitória, a partir das 15 horas. O ato seguirá até o Museu Capixaba do Negro (Mucane), no Parque Moscoso, onde serão realizadas diversas atividades e apresentações culturais.

Com índice de feminicídio  crescente, o Brasil é líder no ranking de assassinato de mulheres na América Latina, de acordo com  a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública estima ainda que mais de 16 milhões de mulheres, cerca de  27,35% das brasileiras, sofreram algum tipo de violência em 2018. A pesquisa mostra ainda que a cada hora 536 mulheres são agredidas no Brasil, desse total 177 sofrem espancamentos. O Espírito Santo tem a maior taxa de feminicídio da região Sudeste, com média de 42 casos de violência contra a mulher registrados por dia no Estado, segundo a Secretaria de Estado e Segurança Pública (Sesp).

Além de exigir o fim da violência, mulheres também levam para as ruas o grito contra a reforma da Previdência, a retirada de direitos e os retrocessos que acompanham o governo Bolsonaro.

“A luta feminista, pelo fim da violência contra as mulheres e pela igualdade de direitos é tratada com desdém pelo Ministério da Família, cuja ministra é uma pastora que sequer dialoga com os movimentos feministas e baliza as políticas públicas por sua religião. Vivemos um período de grandes retrocessos na garantia dos nossos direitos, principalmente com a ameaça dessa reforma da Previdência, que prejudica principalmente as mulheres. Precisamos nos unir para barrar esses ataques e lutar por uma sociedade onde possamos viver livremente, sem medo de morrer ou sofrer qualquer violência e onde nossos direitos sejam garantidos”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Evelyn Flores.

Em 2018, a vereadora carioca Marielle Franco entrou para a triste estatística após ser brutalmente assassinada em via pública no Centro do Rio. Após um ano, o crime ainda não foi solucionado e seus algozes continuam impunes.

“Marielle era uma mulher negra, lésbica, moradora da periferia e lutava incansavelmente contra todas as formas de opressão. Por tudo o que sua luta representa, ela foi covardemente assassinada. Foram capazes de tirar sua vida, mas jamais conseguirão calar sua voz. Por isso, neste ano, vamos às ruas por Marielle e por toda a luta das mulheres, na qual ela sempre foi engajada”, convida Evelyn.

Pela vida das mulheres, por mais direitos, contra os retrocessos! MariELASsim !

#mariELASsim #8M

Participe!

#MARELASsim: pela vidas das Mulheres, por direitos e contra os retrocessos

Data: 8 de março (sexta-feira)

Horário: a partir das 15 horas

Local (concentração): em frente à Defensoria Pública do Estado, na Avenida Jerônimo Monteiro, Centro, Vitória/ES

Mucane (Centro): fim do trajeto e início de apresentações culturais no museu.

 

 

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