18ª Marcha pela Vida e pela Cidadania acontece no dia 1º de maio

Trabalhadores e trabalhadoras vão às ruas em defesa dos direitos

Na próxima segunda-feira, dia 1º de maio, acontece a 18ª Marcha pela Vida e pela Cidadania, com o tema “Trabalhadora e Trabalhador em Defesa do Direito à Vida com Dignidade”. A concentração será  partir das 8h na Igreja Luterana, no bairro Santa Cecília, Cariacica, e segue rumo à Comunidade Católica São Paulo da Cruz, em Vila Capixaba. A ato resgata o sentido de luta e resistência da data, quando é comemorado o dia do trabalhador e da trabalhadora.

O ato será dividido em quatro alas que vão denunciar os ataques aos direitos trabalhistas, à educação, aos direitos humanos e aos biomas. O objetivo é estabelecer entre toda a população um diálogo mais próximo e participativo sobre as injustiças sociais, a degradação ambiental e a situação de exploração e a retirada de direitos por quais passam atualmente os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.

“1° de Maio é dia de luta! Temos que resgatar nossa tradição de luta e trabalhar para unificar os trabalhadores nesta data importante, em atos de protesto, não de festa. Vivemos um momento de ataques fortíssimos aos trabalhadores. Esta data centenária nasceu de momentos como esse – de reação dos trabalhadores a ataques vergonhosos dos exploradores da nossa classe. Precisamos marchar por nossos direitos, por nossas vidas! É importante a participação dos bancários, somos irmãos trabalhadores!”, convoca Fabrício Coelho, diretor do Sindibancários/ES.

Serão destacados também o sucateamento do ensino público – como o corte de verbas das universidades federais e a extinção de um número considerável de turmas destinadas à educação de jovens e adultos (EJA); o alto índice de violência registrado no Espírito Santo contra as minorias e o crime ambiental cometido por Vale, BHP e Samarco.

A marcha é construída por movimentos sociais, sindicatos, pastorais sociais, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) e Centro de Estudos Bíblicos do Espírito Santo (Cebi/ES), mas é, sobretudo, um ato de resistência da classe trabalhadora ao desmonte da CLT (Reforma Trabalhista) e à Reforma da Previdência, apresentadas pelo governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB).

Imprima
Imprimir