Greve encerra semana com 357 agências fechadas

Em rodada de negociação realizada na última quarta, 28, a Fenaban manteve proposta de reajuste de 7%. A proposta foi rejeitada ainda na mesa de negociação e a greve continua por tempo indeterminado.

Trezentos e cinquenta e sete agências fechadas no Espírito Santo e 13.246 agências e 29 centros administrativos em todo o país. O balanço é desta sexta-feira, 30, quando a greve dos Bancários chega ao 25º dia de paralisação.

O movimento paredista já é um dos mais longos da história da categoria e reflete a ganância a intransigência dos banqueiros nas negociações, que se recusam a negociar uma proposta digna para os trabalhadores.

Em rodada de negociação realizada na última quarta, 28, a Fenaban manteve proposta rebaixada de reajuste de 7% para salários e demais verbas em 2016, com abono de R$ 3,5 mil, e índice composto de inflação (INPC) mais 0,5% para 2017, em modelo de acordo válido para dois anos. A proposta não reflete a lucratividade dos bancos e impõe perdas salariais à categoria. Além disso, não foi apresentada proposta global  que contemplasse as reivindicações de fim das demissões, contratação de mais bancários, igualdade de oportunidades, fim das metas e do assédio moral e segurança.

A proposta foi rejeitada ainda na mesa de negociação e a greve continua por tempo indeterminado. Os bancários realizam na próxima segunda, 03 de outubro, para avaliar a greve e organizar os próximos passos da paralisação. Será às 17 horas, no Centro Sindical dos Bancários.

Quadro de paralisação

No Espírito Santo, das 357 agências fechadas, 190 são da Grande Vitória, sendo 40 da Caixa, 43 do Banco do Brasil, 56 do Banestes, 14 do Santander, 15 do Bradesco, 16 do Itaú, 5 do HSBC e 1 do Safra. Também estão paralisados os prédios do CPD Banestes, Bandes e Banco do Brasil Pio XII, além de três departamentos da Caixa e a Superintendência do BB.

No Interior são 167 agências fechadas: 45 da Caixa, 51 do Banestes, 57 do Banco do Brasil, 3 do BNB e 11 de bancos privados.

Pressione os bancos  

Os bancários estão cobrando novas negociações com avanços reais para a categoria, e a greve é o único instrumento para pressionar os bancos, que só se preocupam com seus lucros. Se você quer que o atendimento seja retomado o mais rápido possível, ajude a pressionar as instituições financeiras. Ligue para os número de Serviço de Atendimento ao Cliente e para a Fenaban e cobre negociação real.

Os clientes também são prejudicados pelos bancos, pagando altas tarifas e juros, muitas vezes sem a qualidade merecida no atendimento.  De julho a agosto, a taxa de juros do cheque especial bateu novo recorde, chegando a 321,1% ao ano, segundo pesquisa do Banco Central. Os juros do cartão de crédito também não param de subir. Em agosto, na comparação com o mês anterior, houve alta de 3,5 pontos percentuais, com a taxa em 475,2% ao ano. Neste ano, essa taxa já subiu 43,8 pontos percentuais. Ou seja, os bancos exploram a população, assim como exploram a categoria. Tudo para aumentar os seus lucros, que chegaram a R$ 29,7 bilhões só no primeiro semestre.

FENABAN – 0800 772 8050

PROTESTE: 0800 201 3900

BANCO CENTRAL: 145

SAC SANTANDER: 0800 762 7777

SAC BANCO DO BRASIL: 0800 729 0722

SAC CAIXA: 0800 726 0101

SAC  ITAÚ: 0800 728 0728

SAC BRADESCO: 0800 704 8383

SAC BANESTES 0800 727 0474

SAC BNB 0800 728 3030

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