Ação em defesa da Caixa 100% pública denuncia tentativa de privatização

A movimentação sindical ocorreu em agências da Grande Vitória e do interior com ações contra os planos de privatização da Caixa, anunciados pelo governo Temer. A ação fez parte de um Dia Nacional em Defesa da Caixa e reforçou a campanha “Defenda a Caixa Você Também”.

Rita Lima, diretora do Sindibancários/ES.

O Sindibancários/ES realizou na manhã desta quarta-feira, 18, ações sindicais em agências da Grande Vitória e do interior em protesto contra os planos de privatização da Caixa, anunciados pelo governo Temer. A ação fez parte de um Dia Nacional em Defesa da Caixa e movimentou dirigentes sindicais e funcionários do banco, todos vestidos de luto para reforçar a campanha “Defenda a Caixa Você Também”.

“A Caixa é a maior rede bancária de varejo do país. É a principal empresa financeira que opera com programas sociais. Tudo isso pode deixar de ser público, principalmente nos casos dos financiamentos estudantil, da casa própria, do crédito rural e o microcrédito, além das ações dos programas sociais como bolsa família e o incentivo ao esporte. Hoje, 67% do crédito habitacional no país é operado pela Caixa”, enfatiza Rita Lima, diretora do Sindibancários/ES.

Renata Garcia, diretora do Sindicato.

Rita afirmou ainda que não interessa ao governo investir no social. “Por isso é uma tarefa dos empregados conscientizar os clientes a defender a Caixa, o principal agente de desenvolvimento social do país”, acrescentou. Para Renata Garcia, diretora do Sindicato, é “nosso papel fazer a defesa do banco que possibilita o crédito à população” e que, segundo ela, desde os anos 90, a instituição passa por processos semelhantes ao que ocorre agora, com tentativas de privatização.

Atualmente, são mais de 78 milhões de clientes que confiam à Caixa suas economias nas contas, poupanças e financiamentos habitacionais. O banco tem hoje uma das maiores redes de atendimento do país, com mais de quatro mil agências e postos de atendimento e mais de 90 mil empregados. Administra os recursos do FGTS, da ordem de mais de R$ 410,7 bilhões em ativos, e tem R$ 605 bilhões em sua carteira de crédito, sendo quase R$ 340 bilhões em financiamento imobiliário.

Estatuto da Caixa em risco

O ato desta quarta (18) foi realizado no dia em que o Conselho de Administração da Caixa se reúne para votar uma mudança do estatuto do banco, transformando-o em uma sociedade anônima (S/A), o que poderá permitir que a instituição financeira disponibilize a venda de ações para o capital privado – o que na prática concretiza o seu processo de privatização.

“A votação da mudança do Estatuto da Caixa é o espelho do que é o Governo Temer, mais um golpe no patrimônio público e nos empregados da Caixa. Uma lei foi promulgada no ano passado e mesmo assim pretendem modificar o estatuto passando por cima da legislação”, diz a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Lizandre Borges.

A Caixa registra hoje um patrimônio líquido de R$ 63,6 bilhões e ativos totais na ordem de R$ 1,277 trilhão. Como maior banco público do país, tem função central na execução de programas sociais, no gerenciamento do FGTS e na concessão de crédito habitacional.

Tuitaço

Além das movimentações nas agências, o Dia Nacional de Luta em defesa da Caixa também tomou conta das redes sociais, com a hashtag #DefendaACaixaVocêTambém. Quem quiser participar pode intensificar as postagens no Twitter, Facebook e Instagram entre 17 e 18 horas e das 20 às 21 horas.

Abaixo assinado pela Funcef

A ações também cobraram solução para os problemas da Funcef, com reivindicações que incluem o equilíbrio dos planos, a incorporação do REB pelo Novo Plano, o fim do voto de minerva, a preservação da paridade e a garantia da participação dos empregados, além do imediato pagamento do contencioso pela Caixa. Um abaixo assinado intitulado ‘Contencioso: essa dívida é da Caixa’ está disponível na internet. Até esta quarta-feira foram registradas mais de 10 mil assinaturas online, além das colhidas diretamente nas agências. Essa é mais uma importante ação com o objetivo de pressionar a direção do banco a solucionar o passivo trabalhista, que já é o maior fator de deficit do fundo de pensão.

Assine: https://goo.gl/qPmqgv

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