Ação sindical marca protesto de bancários contra demissões no Bradesco

O ato foi realizado na agência do Bradesco Centro, em Vitória, e contou com a participação de dezenas de empregados. Diretores do Sindibancários/ES denunciaram o aumento de demissões no banco e da sobrecarga de trabalho para os bancários

Dezenas de bancários e bancárias participaram do ato em protesto contra as demissões no banco (Foto: Sérgio Cardoso)

Contra as demissões e as péssimas condições de trabalho, bancários e bancárias realizam uma manifestação no Bradesco Centro, em Vitória, na manhã desta quarta-feira, 17. Entre janeiro de 2017 e janeiro deste ano, foram 83 empregados desligados do banco, sendo 75 deles demitidos sem justa causa. Essa redução no quadro funcional gera uma grande sobrecarga de trabalho para aqueles que permanecem nas agências e prejudica clientes, além de gerar estresse e o adoecimento de bancários.

 

O Sindicato repudia as demissões no Bradesco e alerta para a não recomposição do quadro funcional, que pode abrir brecha para que o banco inicie contratações diferenciadas (intermitentes, terceirizadas, home office), inaugurando esse tipo de prática precarizada de trabalho após as mudanças na CLT em 2017.

Diretor do Sindibancários/ES, Fabrício Coelho (Foto: Sérgio Cardoso)

“Nossa manifestação é uma forma de dizer ao Bradesco que não toleramos as demissões, o numero cada vez mais reduzido de trabalhadores, as cobranças por metas e o protagonismo do banco nas retiradas de direitos de todo os trabalhadores – nas “de”formas aprovadas (terceirização e trabalhista) e na proposta da reforma da Previdência. Hoje realizamos mais uma ação sindical contra esse modelo gestão que tem adoecido os empregados do Bradesco, e vamos continuar lutando por melhores condições de trabalho e respeito aos clientes”, enfatiza o diretor do Sindibancários/ES, Fabrício Coelho.

A cobrança por metas nas agências vem sendo intensificada. As audioconferências para o estabelecimento e acompanhamento de metas chegam a ser realizadas cinco vezes ao dia, atrapalhando até mesmo o rendimento dos empregados. Gestores do banco pressionam funcionários de forma ríspida e abusiva a atingirem patamares de produtividade que podem configurar assédio moral.

 

Imprima
Imprimir