Ações Sindicais marcam Dia Nacional de Luta por Isonomia

Na luta pela igualdade de direitos, bancários e bancárias da Caixa participaram nesta quinta-feira, 11, do Dia Nacional de Luta por Isonomia. Para mobilizar a categoria, foram realizadas Ações Sindicais nas principais agências da Grande Vitória com distribuição do manifesto Isomomia: uma só Caixa para todos os empregados. O Dia de Luta foi uma das […]

Na luta pela igualdade de direitos, bancários e bancárias da Caixa participaram nesta quinta-feira, 11, do Dia Nacional de Luta por Isonomia. Para mobilizar a categoria, foram realizadas Ações Sindicais nas principais agências da Grande Vitória com distribuição do manifesto Isomomia: uma só Caixa para todos os empregados.

O Dia de Luta foi uma das deliberações do 3° Encontro Nacional de Isonomia, realizado no dia 30 de agosto, em Brasília. Essa foi uma das iniciativas para intensificar a mobilização da categoria e pressionar a Caixa a garantir esse direito dos trabalhadores Pós- 98, que hoje já representam mais de 70% dos empregados.

“Estamos em Campanha Nacional e a isonomia é uma das principais bandeiras dos bancários da Caixa. As negociações não avançaram e a Caixa se comprometeu a apresentar um estudo de viabilidade e impacto para a implantação da isonomia. Mas sabemos que somente pela mobilização, participação e luta, vamos conquistar esse direito”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES e bancária da Caixa, Renata Garcia.

A precarização dos direitos atinge trabalhadores Pré e Pós-98. Os bancários Pós- 98 são enquadrados em uma estrutura utilizada para pressionar os salários e os direitos para baixo. Já os bancários e bancárias Pré-98 sofrem com a discriminação, por exemplo, nos PSI’s, pois são considerados trabalhadores “mais caros”.

Há um ano na Caixa, o bancário Marcos Jambini já sente os efeitos dessa discriminação. “Meu pai trabalha na Caixa desde 1989. Ele tem licença prêmio e muitos benefícios que não temos hoje. Nós, os Pós-98, já entramos na Caixa com a participação de 20% no Plano de Saúde, sendo que antes a porcentagem inicial de contribuição era de 10%. Hoje, existe um programa de desempenho para crescimento do funcionário, mas os bancários não são valorizados como antes. Acredito que somente com a participação nas assembleias e por meio da greve vamos conseguir que a Caixa nos dê esse direito”, destaca.

Histórico

Isonomia é uma das prioridades da Campanha Nacional 2014 da categoria bancária, sendo considerada imprescindível para corrigir uma grave injustiça da era Fernando Henrique Cardoso. Na Caixa, os focos da mobilização pela igualdade de direitos são o Adicional por Tempo de Serviço (ATS) – o chamado anuênio e a licença-prêmio, benefícios que não foram dados a todos que ingressaram no banco após 1998.

As distorções criadas por FHC, quando a Caixa estava na mira das privatizações, foram mantidas nos governos Lula/Dilma. Sob a alegação de que não há trâmite legal, que se trata de uma política do governo, a Caixa não aceita negociar o tema isonomia. “Esse é o momento decisivo para conquistar a isonomia na Caixa, pois estamos em período eleitoral. Por isso é importante a participação de todos os bancários e bancárias nessa luta. Só assim, vamos construir uma cultura de respeito à igualdade de direitos na Caixa”, ressalta a diretora do Sindibancários/ES e bancária da Caixa, Lizandre Borges.

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