Agências da Caixa têm atividades paralisadas em Dia Nacional de Luta

Seis agências da Caixa Econômica Federal, na Grande Vitória e no interior do estado, abriram suas portas somente ao meio dia, nesta quinta-feira (20). A paralisação faz parte do Dia Nacional de Luta e foi realizada em vários estados do Brasil. A atividade denuncia as péssimas condições de trabalho a que estão submetidos os bancários […]

Seis agências da Caixa Econômica Federal, na Grande Vitória e no interior do estado, abriram suas portas somente ao meio dia, nesta quinta-feira (20). A paralisação faz parte do Dia Nacional de Luta e foi realizada em vários estados do Brasil. A atividade denuncia as péssimas condições de trabalho a que estão submetidos os bancários da Caixa. 

“Esse dia veio coincidir com o dia em que os brasileiros vão às ruas em um ato histórico. Os bancários se somam a essa luta, pois as condições de trabalho que enfrentamos são resultados de um projeto de sociedade que gera a maior parte das insatisfações que estão sendo denunciadas pelas pessoas, pelas ruas do país, nos últimos dias”, comenta a diretora do Sindicato dos Bancários, Renata Garcia.

Permaneceram fechadas as agências da Caixa da Beira Mar e da Praia do Canto, em Vitória; de Carapina, na Serra; de Campo Grande, em Cariacica; de Itaparica, em Vila Velha e da Bernardo Horta, em Cachoeiro de Itapemirim.

Reivindicações

Durante a paralisação, os bancários distribuíram panfletos apresentando as reivindicações da categoria. Entre as principais pautas estão o respeito à jornada de 6 horas, o fim das metas abusivas e a contratação de mais empregados para suprir a carência de mão de obra nas agências.

“O Governo Federal usa os bancos públicos para minimizar os impactos da crise internacional e faz isso à custa dos direitos dos trabalhadores. A Caixa tem adotado, cada vez mais, um modelo de gestão de bancos privados. Estamos enfrentando o ranking entre caixas, a burla do ponto eletrônico, o aumento do assédio moral”, completa Renata Garcia.

Os trabalhadores criticam ainda a política de expansão da Caixa que, em ritmo acelerado, inaugura unidades sem condições adequadas de funcionamento, e denunciam o descaso com que a empresa lida com as denúncias e notificações sobre o a precariedade de instalações.

Outro problema grave diz respeito aos tesoureiros que sofrem com o número reduzido de pessoal, com desvio de função e com o acúmulo de tarefas. O abuso na gestão também é comum, gerando pressão desmedida sobre os trabalhadores. A cobrança por venda de produtos e por metas inatingíveis proporcionam o adoecimento dos empregados.

O Dia Nacional de Luta foi definido no 29º Conecef, realizado de 17 a 19 de maio, em São Paulo. Em outros estados, bancários realizaram reuniões nos locais de trabalho, atos na porta das unidades e retardamento na abertura de agências, dentre outras atividades.

Imprima
Imprimir