Ao completar 156 anos, Caixa sofre ataques do Governo Federal

Recentemente foram anunciados o Plano de Apoio à Aposentadoria, Plano de Demissão Voluntária, fechamento de agências e outras ameças à Caixa 100% pública e ao papel social do banco

A Caixa completa, nesta quinta-feira, 12, 156 anos. Foi criada para que as pessoas pudessem fazer caderneta de poupança. Desde a sua origem, o banco sempre foi 100% público e um dos maiores incentivadores do desenvolvimento do país por meio do fomento de políticas públicas como as de habitação, distribuição de renda, além da gestão do FGTS. Contudo, apesar do importante papel que a instituição financeira cumpre e da alta lucratividade (O lucro foi de R$ 7,2 bilhões em 2015 e R$ 2,4 bilhões no 1º semestre de 2016), não há muito o que comemorar diante do desmonte pelo qual a Caixa está passando.

“Teríamos motivo para comemorar se estivesse ocorrendo investimentos para que a manutenção da Caixa 100% pública e da manutenção e ampliação da sua função social, principal entre as camadas populares. Porém, não é isso que está acontecendo. Estamos presenciando o incentivo ao desligamento de cerca de 10 mil empregados por meio do Plano de Apoio à Aposentadoria e do Plano de Demissão Voluntária, que enxugará ainda mais o quadro de pessoal numa instituição financeira que já tem um número reduzido de bancários e bancárias”, diz a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Lizandre Borges.

O Plano de Apoio à Aposentadoria e o Plano de Demissão Voluntária foram anunciados pela imprensa no final de 2016, assim como o fechamento de agências consideradas deficitárias, ou seja, que não dão lucro, abertas principalmente nos últimos anos para pagamento de benefícios sociais como o Bolsa Família. Com o fechamento das agências esse pagamento pode migrar para os correspondentes bancários, como Lotéricas e Caixa Aqui. Também não se descarta a utilização de plataformas digitais.

“Para que algum dia possamos comemorar de fato o aniversário da Caixa, temos hoje que lutar contra todas essas ameaças que estão nos impondo e defender a instituição financeira para que ela se mantenha pública e cumpra um papel importante em meio à sociedade brasileira, além de ser um ambiente onde há boas condições de trabalho e valorização profissional”, afirma Lizandre.

 

Imprima
Imprimir