Após mobilização nacional, votação de mudança no estatuto da Caixa é adiada

Após mobilizações sindicais realizadas em vários estados, foi adiada a votação da proposta de alteração do estatuto da Caixa, prevista para ocorrer na tarde desta quarta, 18, durante reunião do Conselho de Administração (CA) do banco. No ES, o Sindibancários realizou ato vestindo luto e protestando contra tentativa de privatização do banco.

Os trabalhadores da Caixa pressionaram e conseguiram, após mobilizações sindicais realizadas em vários estados, adiar a votação da proposta de alteração do estatuto da Caixa, prevista para ocorrer na tarde desta quarta-feira, 18, durante reunião do Conselho de Administração (CA) do banco. O Sindibancários/ES também participou do Dia Nacional em Defesa da Caixa com ação sindical na agência Beira Mar, no Centro de Vitória, além de percorrer diversas agências conversando com empregados, que vestiram a camisa da campanha Defenda a Caixa Você Também.

Para Rita Lima, dirigente do Sindibancários/ES, essa é uma vitória dos trabalhadores, mas é preciso continuar com as mobilizações. “Esse recuo na mudança do Estatuto do banco é fruto da campanha em defesa da Caixa realizada ontem. Mas é preciso continuar pressionando os deputados, além de prefeitos, movimentos e demais entidades, já que o assunto deverá retornar à pauta do CA no próximo mês. Não vamos permitir que o governo Temer entregue nosso patrimônio ao capital privado”, afirma a diretora do Sindicato.

Entre as alterações polêmicas propostas para o estatuto estão mudanças que interferem no direito dos trabalhadores e a transformação da Caixa em sociedade anônima – S/A. Nesta quarta-feira (18), a representante dos empregados da Caixa, Rita Serrano, entregou documento ao conselho questionando o cunho jurídico das alterações e os prejuízos que a mudança, caso aprovada, trará à Caixa e ao desenvolvimento do Brasil, divulgando antecipadamente seu voto contrário.

Segundo ela, o objetivo do governo ao tornar a Caixa uma empresa S/A cumpre a função de facilitar a abertura de capital do banco, com a consequência imediata de perda de seu papel social na gestão dos mais importantes programas sociais do País.

Com a  abertura do capital da Caixa diversos programa sociais ofertados pelo banco tendem a diminuir ou mesmo desaparecer, já que o único interesse dos acionistas é o lucro. “A alegação do governo para a alteração seria a melhoria com regras de governança, mas a Caixa já cumpre regras de governança e é supervisionada e fiscalizada por mais de 15 órgãos diferentes, além de contar com auditória interna e externa”, afirmou Rita Serrano, em nota publicada no site da Fenae.

Com informações da Fenae

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