Após paralisação no CPD, trabalhadores se reúnem com o Banestes

Alguns dos pontos abordados durante a reunião foram o assédio moral, o fim das homologações na entidade, demissões e sustentabilidade da Banescaixa.

Por causa da manifestação feita pelos bancários e bancárias na segunda-feira, 18, em frente ao prédio do Centro de Processamento de Dados (CPD) do Banestes, o banco marcou uma reunião com o Sindicato dos Bancários/ES, que ocorreu na terça-feira, 19. Durante a conversa, os diretores do Sindicato, Júlio Passos, Jessé Alvarenga e Jonas Freire, levaram as reivindicações da categoria. Também participaram da reunião os seguintes representantes da instituição financeira: o gerente de Recursos Humanos Flávio Diesel, o representante jurídico Valmir Capeleto e o diretor de administração Bruno Vivas.

Alguns dos pontos abordados pelo Sindicato foram o assédio moral, o fim das homologações na entidade, demissões e sustentabilidade da Banescaixa.

“O banco, inclusive alguns gerentes, tem agido de forma assediadora, principalmente por meio da cobrança por metas. Deixamos claro que somos contra o fim das homologações no Sindicato, pois realizá-las na entidade sindical é uma segurança para os trabalhadores e trabalhadoras, uma garantia de que receberão corretamente os seus direitos. O Banestes alega que quer fazer as homologações em um novo formato, mas isso não nos convence, não vemos sentido nenhum nisso. E o Banestes é o único banco que não está fazendo homologação no sindicato depois que a reforma trabalhista entrou e vigor”, diz Jonas Freire.

Também foram abordadas questões como demissões e novas contratações. Nesse último aspecto, o Sindibancários reforçou que os novos funcionários e funcionárias devem ser admitidos por meio de concurso público, e não por formas de contratação precarizadas como as previstas na reforma trabalhista, a exemplo de terceirizados, pessoa jurídica, entre outros.

“Segundo o Banestes, os trabalhadores e trabalhadoras demitidos passaram por isso em virtude dos resultados da avaliação de desempenho. Mas muitos deles tinham anos de trabalho no banco e, inclusive, foram reintegrados, pois a justiça entendeu que a demissão não tinha justificativa. Quanto às contratações, o banco afirmou que irá realizar concurso público no primeiro semestre de 2018”, afirma Jessé Alvarenga.

No que diz respeito à Banescaixa, os diretores do Sindicato reivindicaram uma alternativa para a sustentabilidade do plano de saúde. O Banestes se comprometeu a marcar uma reunião para janeiro, na qual essa alternativa seria apresentada. Esse momento, segundo representantes do banco, contará com a presença do presidente da instituição financeira Michel Sarkis.

“Vínhamos com constantes negociações com o Banestes de 2010 a 2016. Do início de 2017, quando teve início uma nova gestão, até o momento atual, os diálogos com o banco ficaram mais difíceis. Esperamos que de fato o presidente esteja presente nesta reunião de janeiro, que será a primeira desde que ele assumiu a presidência. As negociações são importantes e não são impedidas pela reforma trabalhista”, destaca Jessé.

Diante das queixas dos representantes do Banestes, que disseram que a paralisação no CPD foi desnecessária, os sindicalistas deixaram claro que esse tipo de manifestação não é a primeira opção dos trabalhadores e trabalhadoras. Ela é tomada quando o banco toma a atitude intransigente de não dialogar com os bancários e bancárias. Inclusive, reprimir com corte de ponto e ameaça de interdito proibitório quem participa de mobilizações em prol de seus direitos.

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