Após pressão de movimentos do campo, Governo do Estado sinaliza diálogo e acampamento na Sedu chega ao fim

O Acampamento Paulo Freire, que foi montado por militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Racefaes, Pastoral da Juventude Rural (PJR) e Pastoral da Terra no estacionamento da Secretaria de Estado de Educação (Sedu), na Avenida Vitória, chegou ao fim depois de 25 dias de ocupação. Ele foi […]

O Acampamento Paulo Freire, que foi montado por militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Racefaes, Pastoral da Juventude Rural (PJR) e Pastoral da Terra no estacionamento da Secretaria de Estado de Educação (Sedu), na Avenida Vitória, chegou ao fim depois de 25 dias de ocupação.

Ele foi desmontado na noite de sexta-feira, 11, após uma reunião realizada com o secretário estadual de educação, Haroldo Correa Rocha, na qual foi montada uma equipe de trabalho composta de representantes da secretaria e de movimentos sociais. De acordo com o integrante da direção estadual do MST, Adelso Rocha Lima, o fim do acampamento se deve à obtenção de avanços, mesmo com limitações. “Nessa equipe de trabalho serão discutidas questões como regulamentação da Pedagogia da Alternância e a contratação de profissionais para as escolas dos assentamentos”, afirma Adelso.

Outras conquistas destacadas por ele são a audiência com o governador Paulo Hartung (PMDB), marcada para o dia 28 de março, e a reunião com o secretário estadual de agricultura, Octaciano Neto, agendada para o dia 17 deste mês. Nesta última o secretário trará um retorno em relação às pautas de reivindicação entregues a ele em fevereiro pelos militantes do MST, que abrange, entre outras questões, solicitação de assistência técnica, social e ambiental, financiamento e capacitação das famílias para processo de irrigação e isenção de pagamento da água utilizada para irrigar.

“Entendemos que avançamos na luta ao conseguir abrir diálogo com o Governo do Estado, mas entendemos que uma das limitações é o fato da conquista não estar efetivada. O resultado dessas negociações dependerá de uma correlação de forças. E a gente vai continuar com o povo na rua, pois quando nos reunirmos com o Governo do Estado, não iremos somente com uma comitiva, levaremos o povo conosco, que ficará na porta esperando o resultado”, destaca Adelso.

Para Adelso, o que possibilitou a abertura de diálogo entre os movimentos do campo e o Governo do Estado foi a união com os movimentos da cidade. “Creio que outro avanço importante nesses 25 dias de acampamento foi a articulação que fizemos com escolas, entidades sindicais e religiosas, por exemplo. Essa união entre o campo e a cidade foi importante para fortalecer a luta, pois as conquistas só se dão de forma coletiva. O capital explora a todos, independente do local de moradia, por isso, temos que nos unir enquanto classe trabalhadora”, diz.

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