Assédio moral, um mal a ser combatido

A prática de assédio moral tem sido adotada pela gestão de muitos bancos e têm a adoecido a categoria bancária. Trabalhador não deve se calar!

O Sindicato dos Bancários/ES, comprometido com a saúde e vida dos bancários e bancárias, recebe denúncias e desenvolve, constantemente, ações de combate às práticas de assédio moral nos bancos. O assédio, ou violência moral, tem sido utilizado como um instrumento de gestão em bancos públicos e privados para impor metas e um padrão de modo de trabalho que exclui as diferenças, estabelece um ritmo acelerado e pressão alucinante no ambiente de trabalho. O resultado dessa prática é o adoecimento de bancários e bancárias, que se tornam vítimas de doenças físicas e psíquicas, carregando sequelas que podem durar a vida toda. Nesta semana, no dia 02 de maio, foi celebrado o Dia Mundial de Combate ao Assédio Moral.

Existem várias modalidades de assédio moral, dentre elas:

Assédio organizacional

Muito comum nos bancos, o assédio organizacional aparece como estratégias de gestão e tem como objetivo aumentar a produtividade (com imposição de metas, sempre abusivas) e o controle do trabalho. Sua manifestação se dá nas relações entre pessoas ou grupos. Nas situações de assédio organizacional, o assediador seduz e controla com ataques e desqualifica sistematicamente o outro. São verdadeiras ciladas contra o conjunto de trabalhadores e trabalhadoras.

Assédio Vertical

O assédio vertical ocorre quando o chefe persegue o subordinado, provocando o descontrole emocional do empregado e expondo-o a situações humilhantes.

Assédio horizontal ou paritário em que um grupo isola um membro

Essa modalidade de assédio acontece de colega para colega, que estão na mesma escala hierárquica. O assédio horizontal, de colega para colega, é observado principalmente quando não se consegue conviver com as diferenças, especialmente quando essas diferenças são destaques na profissão ou cargo ocupado.

Como promover saúde e resistir ao assédio moral?

  •  Não se deixe abater. Converse com amigos e com a família sobre a situação.
  • Fortaleça os laços afetivos de amizade, confiança, companheirismo e solidariedade no ambiente de trabalho
  • Dê visibilidade! Denuncie para amigos, família, colegas de trabalho e ao sindicato.
  • Anote tudo: faça um diário com detalhes e datas
  • Converse com o assediador ou assediadora sempre na presença de testemunhas
  • Seja solidário com a pessoa assediada
  • Busque produzir sentido nas atividades de trabalho para resgatar o sentimento de inclusão
  • Exercite a autonomia nas relações de trabalho
  • Informe-se: a informação é a melhor estratégia de defesa contra a prática de assédio moral
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