Assembleia decide estratégia de luta contra reestruturação da Caixa, nesta quarta (23)

Dia Nacional de Luta está previsto para quinta, 24 O Sindicato dos Bancários/ES convoca todos os empregados da Caixa para assembleia geral a ser realizada na próxima quarta-feira, 23, para discutir as estratégias de mobilização do Dia Nacional de Luta contra a reestruturação da CEF, previsto para o dia 24 de março. A assembleia será […]

Dia Nacional de Luta está previsto para quinta, 24

O Sindicato dos Bancários/ES convoca todos os empregados da Caixa para assembleia geral a ser realizada na próxima quarta-feira, 23, para discutir as estratégias de mobilização do Dia Nacional de Luta contra a reestruturação da CEF, previsto para o dia 24 de março. A assembleia será a partir das 18 horas, na sede do Sindicato (rua Wilson Freitas, 93, Centro, Vitória).

Diversos atos e paralisações estão sendo organizados de forma unificada em todo o país para barrar o processo de reestruturação da Caixa, que representa o desmonte da instituição financeira. “Diante desse grave ataque aos empregados, precisamos resistir, fortalecer nossa atuação e enfrentar mais essa tentativa de retirada de direitos e de enfraquecimento do banco público”, diz a diretora do Sindibancários/ES, Rita Lima.

A reestruturação, anunciada formalmente no último dia 10 de março pela presidenta do banco, Miriam Belchior, promove a fusão de unidades de matriz, com a migração de atividades operacionais para centralizadoras e filiais, com graves impactos para os empregados. Entre as medidas estão a extinção das RERET´s, a fusão das GIRET´s e a unificação das 16 GIREC´s em seis unidades centralizadoras. Com a centralização e migração de processos, parte significativa do corpo funcional perderá a função e precisará ser realocado. Só no Espírito Santo, dos 49 bancários que atuam na Girec e Gipes, 37 perderão suas funções.

O processo de reestruturação promovido pela Caixa vem sendo feito sem qualquer diálogo com o Movimento Sindical, apesar das diversas cobranças feitas à direção da Caixa. Até o momento, não foram apresentadas  informações detalhadas sobre as medidas. 

É hora de resistir

“Precisamos mostrar a nossa cara. Deixar claro que não vamos aceitar esse ataque. As medidas comprometem seriamente as condições de trabalho, já precarizadas diante da redução do quadro de empregados, e também o atendimento aos clientes. Miriam Belchior promove uma gestão que busca enfraquecer o banco, aproximá-lo cada vez mais da lógica de mercado, em detrimento do papel social que a Caixa deveria cumprir como banco público”, salienta Lizandre Borges, diretora do Sindibancários/ES.

“Precisamos de todos os bancários e bancárias presentes à assembleia na próxima semana para discutir nossas estratégias de luta e fortalecer o movimento em defesa da Caixa e dos nossos direitos”, conclui a diretora.

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