Atenção, bancários e bancárias da Caixa: banco de horas negativas é prática ilegal

A Caixa não pode impor um banco de horas negativas. Apesar de irregular, essa prática tem sido adotada pelo banco no Espírito Santo. De acordo com as denúncias recebidas pelo Sindicato, o banco de horas negativas é produzido pela liberação dos bancários pelas chefias nos dias de menor movimento para compensação posterior. O Sindicato reafirma […]

A Caixa não pode impor um banco de horas negativas. Apesar de irregular, essa prática tem sido adotada pelo banco no Espírito Santo. De acordo com as denúncias recebidas pelo Sindicato, o banco de horas negativas é produzido pela liberação dos bancários pelas chefias nos dias de menor movimento para compensação posterior.

O Sindicato reafirma que a prática é irregular e não deve ser aceita pelos trabalhadores. A liberação do empregado por interesse da unidade antes do término das jornadas de trabalho deve ser abonada pelo banco. Já a compensação requer um acordo previamente negociado entre o gestor imediato e o empregado, com no mínimo cinco dias úteis de antecedência, conforme a cláusula 6ª, parágrafo 3º do Acordo Coletivo da Caixa.

Os empregados devem computar no ponto eletrônico a totalidade da jornada de trabalho com as horas extras realizadas no dia. A anotação paralela é prejudicial, pois mascara a necessidade de ampliação do quadro funcional nas agências, desmobiliza a luta pela valorização do trabalhador e causa prejuízos financeiros à categoria.

“O Sipon foi criado nos anos 2000, segundo a Caixa, para ser um instrumento de gestão, e não de burla do ponto para mascarar a falta de funcionários”, afirma a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Lizandre Borges.

WHATSAPP

Outra denúncia recebida pelo Sindicato diz respeito à solicitação de tarefas e conversas sobre resultados do trabalho que são enviadas pelo banco ao empregado via WhatsAPP fora da jornada de trabalho. Tal prática configura tempo à disposição do empregador com obrigação de pagamento de horas extras. A Convenção Coletiva em vigor diz, na Cláusula 36ª, que é vedado ao gestor a cobrança de resultados por mensagens no telefone particular do empregado. Em caso de descumprimento, faça print das mensagens para ingresso de ação judicial contra o banco.

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