Ato público cobra responsabilidade do Governo Paulo Hartung

Com velas, cruzes e flores, representantes de vários movimentos sociais e de direitos humanos lembraram os assassinatos ocorridos na última semana e cobraram a responsabilidade do Governo Paulo Hartung com o caos social que se instalou no Estado.

 

Um ato público em frente ao Palácio Anchieta aconteceu neste domingo, dia 12, para lembrar as mais de cem pessoas assassinadas na última semana, quando se agravou a crise na Segurança Pública no Espírito Santo. Com velas, cruzes e flores, representantes de vários movimentos sociais e de direitos humanos cobraram a responsabilidade do Governo Paulo Hartung com o caos social que se instalou no Estado.

Na avaliação de Galdene Santos, conselheira do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), houve “intransigência do governo em não chegar a um acordo” com as mulheres e mães dos policiais militares que estão à frente do movimento nas portas dos quartéis. Ela diz que o MNDH se colocou à disposição para participar das negociações, mas o Governo não permitiu essa intermediação. “O Governo não nos envolveu, não quer dar protagonismo ao movimento social, não quis negociar”, afirmou ela.

A falta de diálogo, na avaliação dos movimentos sociais, gerou o clima de insegurança e mais vidas foram perdidas.  A crise de segurança aprofundou a política de extermínio da juventude negra capixaba em curso há muitos anos. “Temos que olhar para essas mortes, para quem são essas vítimas. São as mesmas de quando tem policiamento: jovem, negro, pobre e da periferia. A questão é estrutural; não é apenas a paralisação da Polícia Militar. Temos que combater essa violência”, diz a conselheira do MNDH.

O ato foi promovido pelo MNDH/ES, Fórum de Mulheres do Espírito Santo, CDDH-Serra, Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória, Associação dos Docentes da Ufes, Observatório Capixaba de Juventude, Centro de Apoio aos Direitos Humanos, Associação de Mulheres Unidas da Serra, Conselho Regional de Serviço Social, Fórum da Juventude Negra do ES, Brigadas Populares, Grupo de Cultura Afro Kisile, Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social, PSTU, PSOL, NEVI-UFES, CDH-UFES e AMB.

Foto: Sérgio Cardoso

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