Bancários anunciam greve para o dia 19 de setembro

Após a negativa dos banqueiros sobre as reivindicações da categoria, o Comando Nacional dos Bancários anunciou calendário de luta que aponta para a realização de assembleias na próxima quinta-feira, dia 12, em todo país, para aprovar greve a partir do dia 19, se até lá os bancos não apresentarem uma nova proposta que contemple as […]

Após a negativa dos banqueiros sobre as reivindicações da categoria, o Comando Nacional dos Bancários anunciou calendário de luta que aponta para a realização de assembleias na próxima quinta-feira, dia 12, em todo país, para aprovar greve a partir do dia 19, se até lá os bancos não apresentarem uma nova proposta que contemple as expectativas dos trabalhadores.


Na última rodada de negociação, que aconteceu nesta quinta-feira, 05, a Fenaban anunciou proposta de apenas 6,1% de reajuste, índice que foi rejeitado ainda na mesa unificada pelo Comando Nacional. Os banqueiros também não apresentaram solução para as questões de saúde e condições de trabalho, emprego, fim das metas, fim do assédio moral, segurança, emprego e fim da terceirização.

“Mais uma vez os banqueiros desrespeitaram a categoria, ignorando a maior parte das reivindicações e apresentando um índice de apenas 6,1%. Isso é inaceitável. Agora é hora de mostrarmos a força de mobilização dos bancários, fazendo uma greve unificada e forte”, afirma Carlos Pereira de Araújo (Carlão), coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES, que integra o Comando Nacional de Negociações.

A assembleia geral dos bancários do Espírito Santo seguirá o calendário nacional. Os bancários estão convocados para se reunir na próxima quinta-feira, 12, às 18 horas, no Centro Sindical da categoria (Rua Ithobal Rodrigues Campos, 125 – Forte São João – Vitória/ES).

Calendário de luta

12 de setembro – Assembleias em todo o país para rejeitar a proposta e decretar greve por tempo indeterminado a partir do dia 19.

17 – Todos a Brasília para pressionar os deputados federais durante a audiência pública sobre o PL 4330 no plenário da Câmara.

18 – Assembleia organizativa para encaminhar a greve.

19 – Deflagração da greve nacional dos bancários por tempo indeterminado.

A proposta da Fenaban

Reajuste – 6,1% (previsão da inflação pelo INPC) sobre salários, pisos e todas as verbas salariais (auxílio-refeição, cesta-alimentação, auxílio-creche/babá etc.)

PLR – 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.633,94, limitado a R$ 8.927,61 (o que significa reajuste de 6,1% sobre os valores da PLR do ano passado).

Parcela adicional da PLR – 2% do lucro líquido dividido linearmente a todos os bancários, limitado a R$ 3.267,88.

Adiantamento emergencial – Não devolução do adiantamento emergencial de salário para os afastados que recebem alta do INSS e são considerados inaptos pelo médico do trabalho em caso de recurso administrativo não aceito pelo INSS.

Prevenção de conflitos no ambiente de trabalho – Redução do prazo de 60 para 45 dias para resposta dos bancos às denúncias encaminhadas pelos sindicatos, além de reunião específica com a Fenaban para discutir aprimoramento do programa.

Adoecimento de bancários – Constituição de grupo de trabalho, com nível político e técnico, para analisar as causas dos afastamentos.

Inovações tecnológicas – Realização, em data a ser definida, de um Seminário sobre Tendências da Tecnologia no Cenário Bancário Mundial.

As reivindicações dos bancários

> Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real mais inflação projetada de 6,6%)

> PLR: três salários mais R$ 5.553,15.

> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).

> Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.

> Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

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