Bancários aprovam pauta específica de negociações no 26º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil

Entre os dias 12 e 14 deste mês mais de 300 bancários e bancárias de todo o país participaram do 26º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, em São Paulo. O Espírito Santo foi representado por cinco delegados. Durante o evento foi definida a pauta específica de reivindicações para a Campanha Nacional dos […]

Entre os dias 12 e 14 deste mês mais de 300 bancários e bancárias de todo o país participaram do 26º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, em São Paulo. O Espírito Santo foi representado por cinco delegados. Durante o evento foi definida a pauta específica de reivindicações para a Campanha Nacional dos Bancários 2015. Em meio aos temas que foram debatidos estão a sustentabilidade da Cassi, melhores condições de trabalho, entre outros.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Derick Bezerra, o congresso trouxe muitos pontos de unidade, como a defesa pela ampliação do número de agências, aumento da contratação de funcionários, aumento da representação sindical de base, piso do Dieese e fim do voto de minerva na Previ. “Apesar disso, continuamos esbarrando em propostas que avançam pouco na pauta de remuneração e condições de trabalho”, diz Derick. Ele destaca que o congresso é um momento importante na mobilização da categoria bancária. “É um espaço onde todo o país se encontra, coloca em pauta suas reivindicações e discute as estratégias de luta. Este ano a Campanha Salarial acontecerá num cenário de violentos ataques aos direitos dos trabalhadores, e lutar contra isso requer unidade e mobilização da categoria”, enfatiza. 

 

Cassi e Previ

 

No que diz respeito à Caixa de Assistência, o congresso reiterou a construção da unidade em torno da solidariedade e do modelo de atenção integral à saúde proposto pelo conjunto das entidades do funcionalismo. “É uma boa sinalização em direção ao fortalecimento dos funcionários nas negociações com o banco”, afirma Derick.

Em relação à Previ, os bancários e bancárias aprovaram cobrar esclarecimentos sobre os estudos realizados pela consultoria Accenture em virtude da possibilidade de redução de representação de diretorias eleitas, das dúvidas sobre as propostas de terceirização da gestão dos investimentos e da administração, além do fato de destruir o modelo de gestão compartilhada conquistado em 1997.

Remuneração e Condições de Trabalho

Segundo o diretor do Sindibancários, Thiago Duda, no quesito Remuneração e Condições de Trabalho os grupos de oposição, entre eles, a Intersindical, defenderam o retorno dos interstícios de 12% do A1 ao A9 e 16% do A10 ao A12, o que fortaleceria um PCS digno e diminuiria a dependência das comissões. “Porém, a corrente majoritária, Articulação Bancária (Artiban), vinculada à CUT, acabou conseguindo reiterar o pedido de melhorias no PCR, proposta que esbarra nas limitações impostas pelo Plano de Funções, que, na prática, eliminou os ganhos de carreira de mérito”, afirma Thiago.

Também não foi aprovado o pedido de reposição das perdas ocorridas nos oito anos de governo FHC, defendido pela oposição. “Foi aprovada uma orientação genérica de ‘recomposição do poder de compra’, que nos coloca numa perigosa subjetividade onde podemos enterrar perspectivas de avanços. Além disso, não avançamos muito no combate ao assédio moral, que tem nas metas sua principal sustentação. Em vez de combatê-las, a corrente majoritária prefere participar da sua elaboração, o que significa colocar os trabalhadores e trabalhadoras para definir o tamanho do seu chicote”, diz Thiago.

Durante o congresso foi aprovado que o debate sobre a PLR será feito na Conferência Nacional, apesar da oposição ter apresentado a proposta de destinar 25% do lucro de forma linear. “A comissão de empresa se orgulha de dizer que a PLR do BB é referência no sistema financeiro, mas este ano se eximiu de oferecer uma proposta aos bancários. A proposta de PLR linear dialoga com a maioria dos bancários. Basta ver que a maior insatisfação dos funcionários do BB é justamente com a parte variável, que impõe grandes disparidades entre a base e os mais altos cargos”, afirma Thiago.

Organização do movimento

Pensando em garantir campanhas salariais mais fortes, a oposição reiterou o pedido de fortalecimento das representações da base e o aumento das liberações de dirigentes sindicais. “Não houve avanços na democratização da composição da Comissão de Empresa, que representa os funcionários junto ao banco. Foi mantida a atual estrutura enrijecida, que não tem conseguido trazer avanços nas questões específicas negociadas nas mesas temáticas”, diz Thiago.

BB e sistema financeiro nacional

Os delegados fizeram um amplo debate sobre a importância do fortalecimento do BB como banco público voltado para o financiamento da produção e do desenvolvimento econômico e social do país. Discutiram, ainda, a internacionalização do BB e a regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal, que trata do Sistema Financeiro Nacional.

Com informações da Contraf

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