Bancários capixabas aprovam minuta de reivindicações. Campanha Nacional será lançada nesta terça

A pauta será entregue à Fenaban nesta terça, às 11 horas, em São Paulo. Na mesma data será lançada a Campanha Salarial no Espírito Santo, com ato político nas agências do Centro de Vitória e entrega da minuta específica dos empregados do Banestes

Aprovacao-minuta-2016

Foto Sérgio Cardoso

Em assembleia geral realizada na noite desta segunda-feira, 08, na sede do Sindicato, os bancários e bancárias capixabas aprovaram a minuta nacional da categoria para a Campanha Nacional 2016, que será negociada com a Fenaban. A pauta será entregue à entidade patronal nesta terça, às 11 horas, em São Paulo. Na mesma data será lançada a Campanha Salarial no Espírito Santo, com ato político nas agências do Centro de Vitória pela manhã e entrega da minuta específica dos empregados do Banestes à direção do banco estadual, às 15 horas.

A minuta nacional foi definida na 18ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada de 29 a 31 de julho, em São Paulo, com participação de 633 delegados de todo país. Entre as principais reivindicações estão reajuste de 14,78%, piso do Dieese (R$3.940,24 em junho), PLR de três salários mais valor fixo de R$ 8.317,90, defesa do emprego, combate às metas abusivas e ao assédio moral, fim da terceirização, defesa das empresas públicas e contra a perda de direitos.

Na assembleia, o coordenador geral do Sindicato, Jonas Freire, fez um breve balanço da Conferência Nacional, socializando os principais debates. “Como Intersindical, defendemos índice superior ao aprovado, de 10% mais a inflação do período, mas fomos vencidos pela corrente majoritária (Artban). Também pautamos o fim da imposição de metas, que hoje é o principal fator de adoecimento da categoria, e a distribuição linear de 25% do lucro líquido, propostas que não foram aprovadas. Apesar disso, temos uma pauta extensa que precisamos defender com afinco para garantir a ampliação de nossos direitos, o que só vamos conseguir com a unidade da categoria”, pontuou Jonas.

“Esse ano também conseguimos aprovar como eixo de luta a reposição das perdas salariais do período FHC, que sempre enfrentamos resistência dos campos cutistas, e, por unanimidade, a defesa dos bancos públicos e das empresas públicas”, lembrou Rita Lima, bancária da Caixa e diretora do Sindibancários/ES.

Luta dos bancários e da classe trabalhadora

Diante de uma conjuntura de avanço do projeto neoliberal no país, os bancários destacaram também a aprovação da resolução “contra o golpe em defesa da democracia, fora temer e nenhum direito a menos”, que servirá como norte político para nossa atuação na conjuntura. A Conferência Nacional deliberou também pela atuação conjunta entre as categorias em campanha nacional no período, como petroleiros e trabalhadores dos correios, na perspectiva de unificar as lutas da classe trabalhadora.

Representação no Comando

A assembleia referendou também os nomes dos diretores Jonas Freire e Idelmar Casagrande como representantes do Sindicato/ES no Comando Nacional dos Bancários. Foi apresentada também a comissão  responsável pelas negociações com o Banestes, composta pelos diretores Jonas Freire, Jessé Alvarenga, Paulo Soares, Willis Gonçalves, Luciana Mattedi e Carlos Pereira de Araújo (Carlão). A comissão de negociação estadual contará também com um representante da Banespar nas pautas referentes aos aposentados, e da diretora de saúde e condições de trabalho do Sindicato, Lizandre Borges, quando o tema estiver em discussão.

Principais reivindicações da minuta

Reajuste salarial: 14,78% (incluindo reposição da inflação mais 5% de aumento real)

PLR: 3 salários mais R$8.317,90

Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

Reposição das perdas salariais.

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Imprima
Imprimir

Comentários