Bancários capixabas rejeitam propostas dos bancos

Bancários também aprovaram a proposta de indicativo de greve por tempo indeterminado a partir do dia 22 de agosto para ser apresentada no Comando Nacional

Bancários e bancárias capixabas se reuniram em Assembleia Geral Extraordinária na noite desta quarta-feira, 08, e aprovaram, por unanimidade, a rejeição da proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Caixa Econômica e do Banco do Brasil às pautas de reivindicações da categoria , apresentada nas últimas rodadas de negociação.

Para barrar a tentativa de retirada de direitos, os bancários deliberaram pela participação no Dia do Basta, um dia nacional de luta e paralisações, nesta sexta-feira, 10, em apenas uma região central na Grande Vitória. Também foi aprovada a proposta de indicativo de greve por tempo indeterminado a partir do próximo dia 22 de agosto para ser defendida no Comando Nacional. Uma nova rodada de negociação está agendada para o dia 17 de agosto.

O diretor do Sindibancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão)  falou sobre os impasses durante a negociação, com as diversas negativas da Fenaban às reivindicações prioritárias da categoria bancária, como a não assinatura do pré-acordo, melhores condições de trabalho, manutenção do padrão de contratação e fim das metas.

“A Fenaban apresentou uma proposta parcial, inacabada e ainda quer fazer mudanças nas cláusulas econômicas. Essa é uma proposta que não garante nenhum avanço. Não temos sequer o pré-acordo. Estamos mobilizados para construir uma greve forte para barrar essa tentativa de retirada de direitos, que conquistamos duramente ao longo de décadas”, destacou.

“Os bancos batem recordes de lucro, são as empresas mais lucrativas desse país. Por isso, não há justificativa para uma proposta tão rebaixada como essa. Os trabalhadores bancários têm tradição de luta e não vamos permitir retrocessos. Vamos construir uma greve unificada e mostrar a força da nossa luta para resistir a esse ataque”, enfatizou o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jonas Freire.

Caixa

A diretora do Sindibancários/ES, Renata Garcia, falou sobre os ataques ao acordo específico dos bancários da Caixa. Fim da PLR Social, redução da PL básica  e mudanças drásticas no Saúde Caixa estão entres as principais  propostas apresentadas pelo banco, na rodada de negociação da última terça-feira, 07.

“A Caixa tem deixado claro que irá aplicar a reforma trabalhista nosso acordo coletivo e isso ficou mais do evidente na proposta rebaixada que o banco nos apresentou. Mas estamos mobilizados e não aceitaremos retrocessos”, destacou a diretora do Sindibancários/ES, Renata Garcia.

Banco do Brasil

A proposta apresentada pelo Banco do Brasil também segue a mesma linha da Fenaban, que impõe a retirada de direitos.Dentre as mudanças propostas estão o fracionamento das férias e a redução do horário de almoço.

“Pode até parecer que não querem mexer no nosso acordo. Mas é preciso ficar alerta. Mesmo com nosso acordo vigente, o BB criou uma agência totalmente terceirizado e está disposto, sim, a aplicar a reforma trabalhista. Precisamos estar atentos e não podemos aceitar retrocessos. Nossa mobilização é urgente”, frisou o diretor do Sindibancários/ES, Thiago Duda.

Banestes

Na manhã desta quarta-feira, 08, aconteceu a segunda rodada de negociação com o Banestes. Apesar de não ter apresentado uma proposta final, o banco já anunciou algumas das mudanças que pretende fazer, como alterações nos critérios do pagamento da REV, fim do processo seletivo dentro do banco e a discussão da redução do número de delegados sindicais. Uma nova rodada de negociação foi marcada para o próximo dia 14, às 14 horas.

“Precisamos conquistar a Convenção Nacional e garantir nosso acordo coletivo com avanços. Para isso, é fundamental ampliar nossa mobilização, pois caso contrário não vamos avançar nas negociações. A conjuntura exige, mais do que nunca, nossa união e muita luta para barrar as inúmeras tentativas de retirada de direitos”, enfatizou o diretor do Sindibancários/ES, Jessé Alvarenga.

 

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