Bancários cobram ampliação da licença-paternidade e Vale-Cultura

No encontro também foram definidas as próximas datas do debate que visa mitigar o impacto do nível de emprego com a mudança do perfil de negócios dos bancos

O Comando Nacional do Bancários aproveitou a primeira reunião do Grupo de Trabalho Bipartite de Requalificação e Realocação Profissional, realizado nessa quarta-feira, 18, em São Paulo, para cobrar da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) o  cumprimento da ampliação da licença-paternidade de 5 para 20 dias e o pagamento do Vale-Cultura.

Conquista da Campanha Nacional 2016, a ampliação da licença-paternidade está prevista na cláusula 26 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Ela está atrelada à renovação pelo governo federal do programa Empresa Cidadã. Porém, os sindicatos de todo o país têm recebido denúncias de bancários de que esse direito não estaria sendo respeitado por algumas instituições financeiras sob a alegação de que o governo federal não teria estabelecido o benefício fiscal.

“O Vale-Cultura e a licença-paternidade de 20 dias são direitos conquistados pelos bancários e bancárias, e não podemos abrir mão de garantir esses avanços. Esperamos que a Fenaban cumpra o que foi acordado e regularize a concessão desses benefícios”, destaca a diretora do Sindibancários/ES, Lizandre Borges.

Vale-cultura

O programa Vale-Cultura também está com problemas, mesmo com a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA), no dia 14 de dezembro pelo Congresso Nacional, que garante os recursos necessários à renúncia de receita decorrente da prorrogação do benefício, que destina R$ 50 mensais a trabalhadores para a aquisição de bens e produtos culturais.

GT de Requalificação e Realocação Profissional

A primeira reunião do GT de Requalificação e Realocação Profissional delimitou as expectativas dos dois lados que participarão do debate e adaptou o calendário das próximas reunião à nova conjuntura Nacional. A instalação do GT foi conquistada durante a Campanha Nacional 2016, que tinha como uma das suas principais bandeiras a defesa do emprego. Formado por representantes dos bancários e da Fenaban, o grupo vai discutir critérios para a construção de centros de requalificação e realocação de empregados, com o objetivo de aprimoramento técnico, conforme cláusula 62 da Convenção Coletiva de Trabalho -CCT 2016/2018.

Roberto von der Osten, presidente da Contraf e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários, explica que a meta é mitigar os impactos da adoção pelos bancos das novas tecnologias e evitar que gere desemprego na categoria. “Pela primeira vez o movimento sindical vai poder dar as suas sugestões para que os bancos simplesmente não descartem pessoas, mas sim que ofereçam uma oportunidade de manutenção de emprego para trabalhadores e trabalhadoras.”

A próxima reunião do GT será realizada no dia 8 de fevereiro. Para o encontro, os bancos se comprometeram a enviar, até 1 de fevereiro, as políticas que estão aderindo para requalificar os trabalhadores para que eles possam trabalhar nesse novo ambiente tecnológico e organizacional. O Comando Nacional vai estudar cada caso e fazer as propostas.

Com informações da Contraf

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