Bancários criticam seleção interna no Banestes

Empregados cobram isonomia e criticam peso que avaliação de desempenho tem no processo seletivo

Tema foi uma das pautas da reunião com novo presidente do banco, José Amarildo Casagrande

O Sindicato dos Bancários/ES tem acolhido uma série de reclamações envolvendo o processo seletivo interno do Banestes, que nomeará novos gerentes de relacionamento de agência.

As críticas foram repassadas ao presidente do banco, José Casagrande, em reunião realizada no último dia 20. A maior parte delas está relacionada ao fato de a seleção ter como base a avaliação pessoal de desempenho, cujos critérios são altamente subjetivos.

Segundo o edital, só podem concorrer bancários que tiverem classificação ouro ou diamante, mas os resultados da avaliação são questionados pelos empregados. Além disso, a pontuação da avaliação pessoal é fator multiplicador na pontuação final do processo seletivo, sendo determinante no resultado do concurso.

Para o Sindibancários/ES, essa classificação depende da avaliação de cada gestor e tem inconsistências, como explica o diretor Alan Sauer.

“Já recebemos denúncias de empregados que foram avaliados de forma mediana, sob justificativa de que pudessem ter uma progressão no desempenho, ainda que não houvesse crítica para a classificação baixa.  Há também funcionários que foram bem classificados por um gestor e, em seguida, mal classificados por outro, mesmo tendo realizado a mesma atividade e com o mesmo rigor; além de empregados reconhecidamente competentes, que exercem diversas funções, mas que são classificados aquém do seu desempenho”.

Bancários também questionaram se critérios do edital não estariam ferindo o princípio da isonomia de tratamento. Funcionários de departamentos estão impedidos de concorrer, como os analistas, e o edital exige tempo mínimo de dois anos de efetivo exercício no Banestes, sendo pelo menos um deles em agência ou superintendência.

O processo seletivo responde a uma reivindicação dos empregados já clausulada no Acordo Coletivo, que é a abertura de concorrência para a designação de titulares para as funções de confiança e gratificadas. Embora os critérios da seleção sejam uma prerrogativa do banco, é fundamental que eles sejam isonômicos e objetivos, para que não haja nenhum tipo de favorecimento.

“Essa é a função primeira de um concurso. Que os empregados possam ser selecionados pelo seu trabalho e capacidade, dentro de um processo mais justo, sem a influência de relações ou avaliações subjetivas”, destaca Sauer.

 

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