Bancários da caixa definem ações de enfrentamento à reestruturação das Giret’s

Tesoureiros, empregados das RERET´s e GIRET´s e supervisores de retaguarda se reuniram em plenária no último sábado, 16, para discutir propostas de enfretamento diante da possível reestruturação das áreas de retaguarda da Caixa. Construir um dia nacional de luta e paralisação, com as entidades nacionais, contra esse processo e exigir da Caixa a divulgação antecipada […]

Tesoureiros, empregados das RERET´s e GIRET´s e supervisores de retaguarda se reuniram em plenária no último sábado, 16, para discutir propostas de enfretamento diante da possível reestruturação das áreas de retaguarda da Caixa. Construir um dia nacional de luta e paralisação, com as entidades nacionais, contra esse processo e exigir da Caixa a divulgação antecipada das mudanças que estão sendo elaboradas são algumas das ações deliberadas pelos bancários na atividade.

A Caixa nega que há uma reestruturação das Gerências de Filial de Retaguarda de Agência (GIRETs), no entanto o banco mantém uma comunicação inadequada para divulgação de mudanças com utilização de audioconferência e vem implementando diversas medidas que já sinalizam alterações significativas no setor de retaguarda.

“A Caixa está realizando essas mudanças sem dialogar com os empregados e sem nenhuma transparência. Isso cria uma apreensão entre os bancários da Caixa, já que não está nada definido. Com a plenária, já iniciamos nossa mobilização e elaboramos ações para enfrentar a intransigência da Caixa nesse processo de mudança. Exigimos respeito e não aceitaremos que os direitos dos bancários sejam violados e que os empregados das Reret’s e Giret’s sejam ainda mais prejudicados, já que sofrem com a sobrecarga de trabalho”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Renata Garcia.

Confira as propostas elaboradas durante a plenária:

  • Exigir da Caixa a divulgação antecipada das mudanças que estão sendo pensadas.
  • Construir com a Comissão dos Empregados da Caixa um dia de luta e de paralisação contra a reestruturação e por respeito. 
  • Exigir a definição da situação dos supervisores, tesoureiros e técnicos bancários.
  • Fazer levantamento de em quais estados os tesoureiros cumprem a carga horária de seis horas. 
  • Cobrar o cumprimento do Acordo Coletivo de 2009, em qua a Caixa se comprometeu a apresentar um plano de segurança, saúde e condições de trabalho para os tesoureiros. Além de não mexer nas estruturas, a Caixa mantém péssimas condições de trabalho.

Mudanças em curso

Em dezembro, foi aberto período para manifestação de interesse para ingresso nas CTDI’s, e para as Giret’s de vinculação, com previsão de prazo limite para conclusão da movimentação até 18 de janeiro. No entanto, a Caixa mudou de estratégia e resolveu criar um grupo de trabalho na Giret Sul Brasília no início de janeiro deste ano, que envolve as Reret’s, as agências e a Gestão de Pessoas.

A partir desse grupo de trabalho serão definidas importantes questões como será a movimentação, quantos os empregados as Giret’s vão absorver, como ficarão os supervisores e tesoureiros e como os técnicos bancários serão incorporados pelas agências.

Além disso, a Caixa investe na digitalização dos documentos, já faz conformidade por imagem e tem Projeto Conformidade 100% Digital. A tendência é centralizar a conformidade das contas e dos contratos nas CTDI’s e nas Giret’s locais. Como a maior parte das Reret’s se concentra nas SIACN e SIGAR , a Caixa tende a esvaziar as Reret’s.

A possível reestruturação das Giret’s, com a eliminação das Reret’s, é uma das estratégias adotadas pela Caixa para liberar empregados para as agências, já que o banco se nega a contratar mais bancários e tem agora o limite de 97 mil empregados imposto pelo Dest.

“Sobrecarga de trabalho, assédio moral e desrespeito aos empregados são marcas dessa gestão da Caixa. Com a escassez de bancários, a categoria está adoecendo cada vez mais e essa mudança poderá provocar a piora das condições de trabalho dos empregados, principalmente do setor da retaguarda. Precisamos nos manter mobilizados para garantir o respeito aos direitos dos bancários”, destaca a diretora do Sindibancários/ES, Lizandre Borges.

Consequências 

Os empregados da retaguarda da Caixa sofrem com o acúmulo de funções desde 2009, quando o banco promoveu mudanças no setor extinguiu a função de supervisor. Com isso, os tesoureiros ficassem extremamente sobrecarregados, acumulando funções como gestão da conformidade e da compensação, supervisão das tarefas exercidas pela Reret’s e responsabilidade pela retaguarda perante outras áreas.

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