Bancários da Caixa devem resistir ao GDP

Adotado recentemente pela Caixa, o programa Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) representa mais uma ferramenta de pressão por metas e da prática de assédio moral dentro da Caixa. Em protesto contra essa medida, a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa-Contraf) inicia na próxima semana uma ampla campanha de conscientização contra GDP. O objetivo […]

Adotado recentemente pela Caixa, o programa Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) representa mais uma ferramenta de pressão por metas e da prática de assédio moral dentro da Caixa. Em protesto contra essa medida, a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa-Contraf) inicia na próxima semana uma ampla campanha de conscientização contra GDP. O objetivo é mobilizar os trabalhadores do banco para cobrarem o fim do programa.

Para explicar as graves consequências do GDP para a categoria, será distribuída uma cartilha a partir do dia 18 de maio. Já em fase de implantação em todos os setores do banco, o GDP rompe com o contrato coletivo de trabalho, institucionaliza a cobrança de metas individuais, rotula empregados e cria remuneração variáveis, entre outras atrocidades. As entidades sindicais também farão um abaixo-assinado pelo fim do programa e convocam todos os bancários a resistirem a esse retrocesso.

“Somos todos contra o GDP porque é um programa que individualiza as metas, e isso vai provocar uma disputa entre os bancários. Essa competição gera adoecimento e incentiva a prática de assédio moral. O GDP é mais uma ferramenta de pressão que a Caixa irá utilizar contra a categoria e nós vamos repudiar e lutar até o fim contra essa medida”, destaca a diretora do Sindibancários/ES e bancária da Caixa, Lizandre Borges.

Revogação de circulares

A CEE/Caixa-Contraf decidiu que vai requerer a revogação de duas circulares da Caixa. Uma delas, a de número 55, restringiu, por períodos menores que sete dias, as substituições “em cascata” de empregados que executam temporariamente funções gratificadas durante a ausência de colegas. Já a de número 57 reduziu de 19 para 10 minutos o tempo de tolerância para marcação do ponto na entrada ou na saída do trabalhador.

Com informações da Fenae.

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