Bancários da Caixa devem respeitar as normas de registro de ponto

Com o número insuficiente de empregados, os bancários e bancárias da Caixa se veem obrigados a estender a jornada de trabalho. No entanto, como o banco reduziu a dotação para o pagamento de horas extras, os empregados continuam trabalhando fora da jornada sem registrar o ponto. A situação, além de não gerar o pagamento as […]

Com o número insuficiente de empregados, os bancários e bancárias da Caixa se veem obrigados a estender a jornada de trabalho. No entanto, como o banco reduziu a dotação para o pagamento de horas extras, os empregados continuam trabalhando fora da jornada sem registrar o ponto. A situação, além de não gerar o pagamento as horas extraordinárias e demais benefícios para o bancário, tem resultado na punição do empregado pelo descumprimento do regulamento interno em relação ao registro de ponto.

Para o Sindibancários/ES é inadmissível que os bancários sejam punidos por uma falha de gestão da Caixa, mas a orientação é clara: empregados não devem se submeter à pressão do banco. “A Caixa se nega a contratar mais empregados, impõe precárias condições de trabalho e, de forma maquiada, pressiona para que os empregados cumpram as metas, mas sem gerar custos com horas extras. Os bancários não devem aceitar essa situação se submetendo a burlar o ponto. Além de ser uma irregularidade, somente com o registro do ponto é possível deixar ainda mais evidente a escassez de empregados e a necessidade de contratação”, enfatiza a diretora do Sindicato, Lizandre Borges.

Todas as normas sobre o registro de ponto estão previstas na Cartilha do Sipon. “Nossa luta é pelo respeito à jornada de trabalho. Em caso de necessidade, se o trabalhador fizer hora extra, deve ser registrada e remunerada pelo banco. Não registrar o ponto é abrir mão de uma conquista da categoria, além de deixar brechas para punições, conforme prevê a Cartilha”, pontua Lizandre.

 

Fique atento

De acordo com orientações da página 08 da Cartilha do Sipon, é dever dos bancários e bancárias “zelar pela fidedignidade dos registros efetuados no seu ponto eletrônico”. Além disso, na página 20 do manual estão previstas as penalidades para o registro irregular do ponto, como abertura de processo administrativo que pode resultar em advertência, suspensão e até mesmo rescisão do contrato. A Cartilha do Sipon está disponível no Portal do Empregado. Em caso de dúvidas, o bancário pode consultar, ainda, o manual sobre o Sipon e o registro de ponto.

Mobilização

As falhas no sistema de marcação de ponto na Caixa ocorrem em todos os estados e na última quarta-feira, 17, foi tema da reunião de mediação na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo sobre os processos disciplinares realizados pela Caixa. A reunião foi acompanhada pela Contraf em conjunto com outras entidades do movimento sindical.

O banco não enviou representantes e uma nova reunião foi marcada para o dia 29 de fevereiro. Na data, a Caixa terá de informar o número de agências e de funcionários no Estado de 2012 a 2016; além do total de contas poupanças, contas correntes e operações de crédito Pessoas Física, Jurídica e habitação do período. O banco deve apresentar ainda a verba destinada ao pagamento de horas extras destes anos.
Durante o encontro, coordenado pelo superintendente regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo, Luiz Claudio

Marcolino, os dirigentes sindicais informaram que a falha no sistema ocorre há mais de dez anos. A Caixa estabeleceu metas de redução de horas extras, para diminuir custos operacionais, além da constante diminuição do número de empregados e o aumento do número de agências.

O processo, que motivou a reunião, teve início no ano passado, pelo Sindicato dos Bancários de Araraquara. A Superintendência optou por trazer a mediação para São Paulo, por se tratar de um problema que afeta os funcionários de todo o Estado.

Com informações da Fenae Net

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