Bancários da Caixa devem se mobilizar contra reestruturação

Implantado no último mês, o programa “Caixa + Forte” tem provocado mudanças na  rotina dos bancárias e bancárias do banco. Sob a falsa justificativa de crescimento da instituição, o programa intensificou a cobrança por metas, impõe a obrigação de venda de produtos e a reestruturação da área meio, com a extinção de setores essenciais para […]

Implantado no último mês, o programa “Caixa + Forte” tem provocado mudanças na  rotina dos bancárias e bancárias do banco. Sob a falsa justificativa de crescimento da instituição, o programa intensificou a cobrança por metas, impõe a obrigação de venda de produtos e a reestruturação da área meio, com a extinção de setores essenciais para o funcionamento da rede. Insegurança e assédio moral têm atingido trabalhadores de todas as áreas da Caixa.

Com a implantação do “Caixa + Forte”, o banco está completamente voltado para atender as necessidades do mercado. Vender e bater metas tornaram-se objetivos centrais da gestão de Mirian Belchior. Apesar de negarem que há venda casada, a Caixa impõe sutilmente, por meio desse programa, que os seus empregados realizem esse tipo de venda. A cobrança do cumprimento de metas vem de diferentes formas, por e-mail, em reuniões e até mesmo por mensagens no celular particular do bancário, desrespeitando a cláusula 36ª da atual Convenção Coletiva de Trabalho.

Além disso, os bancários e bancárias da área meio sofrem com a reestruturação iniciada pela Caixa em março. Sem dialogar previamente com os trabalhadores, a Caixa promoveu a fusão de unidades de matriz, extinguiu setores e fez a migração de atividades operacionais para centralizadoras e filiais. Muitos bancários e bancárias já perderam, ou estão prestes a perder, cargos e funções, sofrendo redução no salário, além de não saberem onde vão trabalhar.

Apesar do banco não ter anunciado, ainda, mudanças nas agências, é inevitável que a reestruturação atinja toda a rede. “As áreas de suporte serão completamente modificadas, o que impactará diretamente as agências. Por isso, é importante que os empregados de todas as áreas se mobilizem, pois toda essa reestruturação significa a diminuição do papel da Caixa como banco público, desrespeito aos nossos direitos e a precarização do trabalho. O que está por trás de todo esse programa é a preparação da Caixa para ser privatizada. Não devemos aceitar”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Lizandre Borges.

63d16d3f-81c0-410d-91f6-da602d4029bd

 

 

                                                                          Bancários realizaram um dia de protesto, em 24 de março, contra a reestruturação. 

Por mais contratações

A Caixa tem papel de destaque na promo­ção de políticas públicas. A instituição manteve a liderança no crédito ha­bitacional em 2015, com saldo de R$ 384,2 bi­lhões. As operações de saneamento bá­sico somaram R$ 70,9 bilhões, também no ano passado. Na área social, foram pagos cerca de 163,3 milhões de benefí­cios, totalizando R$ 27,5 bilhões. Só em 2015, o banco injetou R$ 732,7 bilhões na economia brasileira.

É importante sim que o banco se fortaleça para continuar desem­penhando esse papel social, que é inerente à sua constituição de banco público. Mas o fortalecimento do ban­co passa por caminho inverso ao que vem sendo percorrido por Miriam Bel­chior. É urgente e necessária a contra­tação de mais empregados e a valo­rização do corpo funcional da Caixa.

Imprima
Imprimir

Comentários