Bancários da Caixa fazem Dia Nacional de Luta na próxima quinta-feira, 20

Na próxima quinta-feira, 20, os bancários da Caixa organizam um Dia Nacional de Luta contra as péssimas condições de trabalho no banco. A atividade é uma das deliberações do 29° Conecef, realizado entre 17 a 19 de maio, em São Paulo. Atos e mobilizações estão previstos em todo o País. No Espírito Santo, o Sindicato […]

Na próxima quinta-feira, 20, os bancários da Caixa organizam um Dia Nacional de Luta contra as péssimas condições de trabalho no banco. A atividade é uma das deliberações do 29° Conecef, realizado entre 17 a 19 de maio, em São Paulo. Atos e mobilizações estão previstos em todo o País. No Espírito Santo, o Sindicato realizará ações sindicais em agências da Grande Vitória e interior. 

Na pauta de reivindicação estão o respeito à jornada de 6 horas, o fim das metas abusivas, com modelo adequado de agências para o atendimento dos caixas, e a contratação de mais empregados para suprir a carência de mão de obra. Os trabalhadores criticam a falta de condições adequadas de trabalho e o descaso com que a empresa lida com as denúncias e notificações sobre o a precariedade de instalações em suas agências e postos de atendimento.

Um dos problemas graves diz respeito aos tesoureiros, cujas precárias condições de trabalho são provocadas pela falta de pessoal, desvio de função, extrapolação da jornada por conta de acúmulo de tarefas e pela demora na instalação de corredores de abastecimento dos terminais e caixas nas agências, o que vem comprometendo a saúde e a segurança desses trabalhadores.

A burla no registro de ponto e o descumprimento da jornada de 6 horas também têm sido frequentes. São inúmeras as denúncias de imposição de horas extras habituais que ultrapassam, inclusive, o limite diário de duas horas, como determina a CLT e o Acordo Coletivo de Trabalho. O problema já foi denunciado formalmente pelo Sindicato dos Bancários/ES aos órgãos de fiscalização competentes, mas não houve mudança na postura da Caixa.

Brasil afora, a política de expansão da rede em um ritmo acelerado tem gerado ainda outro tipo de problema: a inauguração de unidades sem condições mínimas de habitabilidade. A deficiência, nesse caso, é resultado da falta de equipamentos importantes e de condições físicas impróprias dos imóveis.

O abuso na gestão também é comum, gerando pressão desmedida no dia a dia dos trabalhadores. A cobrança por venda de produtos e as metas inatingíveis, elementos propiciadores do assédio moral e outros tipos de violência, continuam sendo praticados impunemente. Essa situação causa reflexos danosos para a saúde mental e física dos empregados.

A luta por condições dignas de trabalho tem sintonia direta com a defesa do papel social da Caixa, com atuação no fomento à economia, na implantação de políticas públicas e na regulação do sistema financeiro nacional. Isso é fundamental para que a Caixa aprimore, cada vez mais, o seu caráter de banco público.

Com informações da Contraf

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