Bancários da Caixa fazem Dia de Luta nesta quarta

A ação faz parte do Dia Nacional de Luta e a paralisação será de uma hora em todas as unidades da Caixa de todo o país

A luta contra a reestruturação, a privatização da Caixa e a retirada de direitos dos bancários continua. No próximo dia 03 de agosto, empregados da Caixa de todo o país realizam o Dia Nacional de Luta e paralisam as atividades por uma hora. A ação parte da agenda de mobilizações da categoria contra a forte ofensiva liderada pelo atual presidente do banco, Gilberto Occhi, e pelo governo ilegítimo de Michel Temer.

O cotidiano do trabalho dos bancários e bancárias da Caixa tem sido de um profundo acirramento da precarização do trabalho, com imposição de medidas de retirada de direitos históricos, como gratificação por função, jornada de seis horas, entre outros. Com a promoção do Dia Nacional de Luta os bancários reafirmam que não aceitam o discurso vazio de “valorização da categoria”, adotado pelo governo, para justificar as medidas privatistas e de desconstrução de direitos dos trabalhadores.

A tentativa, ainda em curso, de acabar com o pagamento de adicional de insalubridade dos avaliadores de penhor é um dos mais recentes ataques da Caixa aos direitos dos empregados. Seguindo as orientações do governo golpista de Temer, Occhi mantém uma gestão que adoece ainda mais a categoria. Assédio moral, cobrança por metas, fim da incorporação da função após dez anos de trabalho, extinção das Reret’s e aumento da escassez de empregados fazem parte dessa administração perversa.

“Está claro que a atual gestão tem como principal bandeira o enfraquecimento da Caixa como banco público, deixando-a pronta para a privatização. Para isso, ataca os direitos dos bancários e tenta a qualquer custo desmobilizar a categoria. Diante desse cenário, precisamos nos preparar e fazer uma campanha salarial forte para enfrentar essa ofensiva violenta contra nossos direitos”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Lizandre Borges.

Denúncias de assédio

A gestão de Occhi instalou um verdadeiro clima de terrorismo na categoria. A prática de assédio moral está cada vez mais escancarada nas agências e a pressão por metas chega a obrigar bancários a infringirem o Código de Direitos do Consumidor (CDC). O Sindibancaríos/ES tem recebido inúmeras denúncias de bancários sendo obri¬gados a cobrar dívidas pessoalmente na residência de clientes inadimplentes. “Orientamos todos os empregados a não aceitarem essa imposição, uma vez que isso é uma grave violação ao CDC”, disse a diretora Lizandre Borges.

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