Bancários da Caixa vão lutar pelo fim do GDP na Campanha Salarial

Na Campanha Salarial 2015, bancários e bancárias da Caixa vão lutar por mais contratações, fim do programa Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), defesa da isonomia, entre outras reivindicações. A pauta foi definida no 31º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), realizado de sexta a domingo (12 a 14 de junho), em […]

Na Campanha Salarial 2015, bancários e bancárias da Caixa vão lutar por mais contratações, fim do programa Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), defesa da isonomia, entre outras reivindicações. A pauta foi definida no 31º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), realizado de sexta a domingo (12 a 14 de junho), em São Paulo.

Ao todo, 348 delegados de todo o país participaram do Congresso, sendo 198 homens (57%) e 150 mulheres (43%). O Espírito Santo também atingiu a cota de participação feminina e a delegação capixaba foi formada por seis bancárias, cinco bancários e um observador.

Na mesa de abertura, o debate foi sobre a atual conjuntura e teve a participação da diretora do Sindibancários/ES, Rita Lima. A defesa da Caixa 100% pública, o ataque aos direitos dos trabalhadores, o avanço do conservadorismo e a necessidade de organização dos trabalhadores para barrar esse processo foram alguns dos principais pontos destacados por Rita.

O déficit da Funcef também foi tema de debate no primeiro dia de Congresso, que contou com a participação do diretor de Investimentos do fundo de pensão, Maurício Marcellini, e do conselheiro eleito deliberativo Antônio Luiz Fermino. Os participantes discutiram sobre a origem do déficit da Funcef, quais foram os investimentos que mais impactaram negativamente no resultado do fundo de pensão dos empregados da Caixa e como será o plano de equacionamento.

Propostas

No segundo dia de Congresso, os debates foram realizados em cinco grupos temáticos: saúde do trabalhador, condições de trabalho, Funcef, segurança e carreira. Uma das propostas aprovadas é a promoção da campanha “Mais bancários, menos filas”, em defesa da contratação de mais empregados.

Outra deliberação do Congresso é a formação de um Fórum Nacional em defesa da Funcef, que terá como objetivo discutir as questões relacionadas à Fundação, em especial o plano de equacionamento do déficit do Reg/Replan Saldado e Não Saldado. As correntes políticas também assinaram um manifesto em que defendem a ampliação da democratização da Funcef, com o fim do voto minerva, aumentar a participação dos associados nos processos eleitorais, entre outras questões.

“O que percebemos nesse Congresso foi o fato de todas as centrais sindicais demonstrarem a mesma preocupação em se unirem para conquistar mais direitos, avançar nas negociações, enfrentar o governo e os patrões e garantir a Caixa 100% pública. Mas, ainda é preciso avançar mais. A pauta de reivindicações abarca a maioria das reivindicações dos bancários da Caixa, no entanto questões centrais como o fim das metas e a reposição das perdas salariais do período de FHC ficaram, mais uma vez, de fora”, enfatiza Rita Lima.

Organização do movimento

Uma das deliberações referentes à organização do movimento foi de manter a cota de gênero de 50%. As delegações que não atingirem esse percentual sofrerão corte de 50% para o congresso de 2016. Além disso, também foi aprovada o rateio dos custos da delegação, uma proposta apresentada pela CTB e apoiada pela Intersindical, CSP-Conlutas e delegados independentes.

Do ponto de vista da organização do Congresso, no entanto, não houve avanços, uma vez que foi mantida a regra de participação de 1 delegado a cada 300 bancários. “Ainda é um Congresso com participação reduzida. O que defendemos é a ampliação do número de participação, para que seja garantida uma maior presença dos bancários da base”, enfatiza a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Lizandre Borges.

Pauta específica

Dentre as reivindicações aprovadas no 31° Conecef estão:

• Prevenção do assédio moral e sexual;
• Condições de trabalho para as pessoas com deficiência;
• Combate às metas abusivas;
• Medidas e garantias em caso de assaltos e sequestros para as vítimas e familiares;
• Melhoria e ampliação no atendimento do Saúde Caixa;
• Fim do voto minerva na Funcef;
• Extensão do Saúde Caixa para os empregados que se aposentaram por meio de PADVs;
• Extensão do auxílio-alimentação e cesta-alimentação a todos os aposentados e pensionistas, inclusive aos desligados em PADV;
• Retomada do modelo de Agência Segura;
• Combate à terceirização;
• Defesa da isonomia;
• Fim do GDP (programa Gestão de Desempenho de Pessoas);
• Mais contração, entre outras.

Moções

Os delegados do 31º Conecef aprovaram manifesto em que se posicionam contrários ao projeto de lei que regulamenta a terceirização e às MPs 664 e 665, que atentam contra direitos dos trabalhadores. Foi aprovada também moção de apoio aos trabalhadores do HSBC, que estão com empregos ameaçados tendo em vista o anúncio da venda do banco. Outra moção aprovada foi contra a criminalização dos movimentos sociais.

Com informações da Fenae.

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