Bancários denunciam problemas do Saúde Caixa

O banco alegou que os problemas são temporários e afirmou que serão solucionados

Em reunião do GT Saúde Caixa, realizada na tarde dessa quinta-feira, 01, em Brasília, os representantes dos empregados cobraram soluções para as dificuldades que os usuários do plano vem enfrentando. A Caixa alegou que problemas com descontos e reembolso eram temporários.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) havia enviado um ofício, no dia 10 de novembro, cobrando esclarecimentos da Caixa sobre o reembolso que estava suspenso, sobre cobranças acima do teto anual de R$ 2.400,00, descontos na conta salário dos empregados, entre outras questões. O banco alegou que os problemas são decorrentes da instalação do novo sistema do Saúde Caixa.

Os representantes dos trabalhadores no GT receberam várias denúncias referentes aos procedimentos de reembolsos que não estavam sendo feitos pela Caixa. Os interlocutores da empresa, no grupo de trabalho, reconheceram que devido a instalação de um novo sistema, os prazos que eram de 15 a 30 dias, estavam levando de 60 a 90 dias para serem resolvidos. Segundo o banco, até o final de dezembro, os reembolsos deverão voltar à normalidade.

Além deste ponto, foram relatadas cobranças indevidas de débito e crédito em conta corrente ao invés na folha de pagamento e cobranças acima do teto anual de R$ 2.400,00, entre outras queixas. A Caixa se comprometeu a solucionar todos os problemas no final deste mês.

Os representantes dos empregados cobraram da empresa a retomada do debate do uso do superávit do plano de saúde, revisão dos normativos relativos ao plano RH 043 e a Implantação do prontuário eletrônico.

A Caixa apresentou balanços financeiros do plano referentes a 2015, onde a proporção de custeio pago pela Caixa foi aproximadamente de 69,5%. Os representantes dos trabalhadores vão avaliar estes números e debater nas próximas reuniões do grupo de trabalho, agendadas para o dia 20 de dezembro e 16 de janeiro de 2017.

Conquista histórica

O Saúde Caixa, plano de saúde dos trabalhadores do banco público, e seu modelo de custeio, que consta no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), é uma conquista da luta dos bancários da Caixa. Todo procedimento assistencial de saúde que o trabalhador usa no plano deve ser custeado 70% pela empresa e 30% pelo conjunto dos trabalhadores.

De acordo com o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Dionísio Reis, todos os trabalhadores pagam por mês, uma mensalidade de 2% do salário e nos procedimentos médicos, os trabalhadores pagam 20% de coparticipação, sendo limitado ao teto R$ 2.400,00 ao ano.

Ao chegar no fim do exercício anual, através do conselho dos usuários, a Caixa expõe os relatórios para os empregados, e caso os trabalhadores paguem mais do que 30%, a Caixa tem valores devidos ao plano. “Isso é o que chamamos de superávit do Saúde Caixa. Caso os trabalhadores tivessem contribuído com menos que 30% teríamos um déficit, mas a realidade dos últimos anos é que o plano tem obtido superávits todos estes anos. Tem acumulado um valor que a Caixa parece não querer mais discutir. E tem mantido superávits correntes, que são um problema que a caixa não demonstra querer evitar”, protestou.

Fonte: Agência Fenae com Contraf

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