Bancários devem ficar atentos com nova gestão da Caixa

A presidente Dilma Roussef anunciou na última semana que a Caixa será presidida pela ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior, que coordenou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no último governo. Segundo divulgação na imprensa, uma das prioridades da nova presidente da Caixa será a abertura de capital do banco, uma política rechaçada pela categoria […]

A presidente Dilma Roussef anunciou na última semana que a Caixa será presidida pela ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior, que coordenou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no último governo. Segundo divulgação na imprensa, uma das prioridades da nova presidente da Caixa será a abertura de capital do banco, uma política rechaçada pela categoria bancária e por entidades sindicais que defendem a Caixa como um banco público.

A mudança de presidente na Caixa seria para alinhar a forma de gestão com as novas diretrizes do governo para os bancos públicos, empresas estatais e suas fundações. A venda de ações da Caixa também seria para reforçar o saldo do superávit primário em cerca de R$ 20 bilhões. No entanto, a efetivação dessa política representa o desmonte de uma instituição financeira forte, com 154 anos de existência, 100% pública e com um volume de ativos de mais de R$ 1 trilhão.

“A Caixa tem um importante papel social, além de ser uma instituição financeira capaz de intervir no mercado brasileiro. Abrir o capital da Caixa significa colocar o banco a serviço da lógica do mercado, prejudicando os trabalhadores e a população. Vamos acompanhar as ações da nova presidente e não aceitaremos nenhuma possibilidade de privatização da Caixa. Vamos lutar para que a Caixa continue totalmente pública”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES e bancária da Caixa, Lizandre Borges.

Diferente dos bancos privados do país, a Caixa tem aumentado a contratação de trabalhadores, apesar do número de bancários ser ainda insuficiente para a demanda do banco. Hoje, a Caixa tem mais de 100 mil empregados que trabalham em 3.362 agências.

Lucro

Ao contrário do que é divulgado pela grande imprensa, a Caixa vem crescendo nos últimos anos. De janeiro a setembro de 2014, o lucro líquido foi de R$ 5,3 bilhões e as transações somaram R$ 1,72 bilhão.

Como banco público, o lucro da Caixa deve ter como principal destino as políticas públicas de distribuição de renda, de inclusão social e programas que promovam o desenvolvimento social do país. Abrir o capital da Caixa, portanto, significa restringir o papel da Caixa a de um banco comercial, a serviço somente do mercado.

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