Bancários devem ter cautela na adesão ao plano de aposentadoria do BB

O Banco do Brasil apresentou nesta quarta-feira, 17, um novo Plano de Aposentadoria Incentivada (PAI). O Sindicato dos Bancários/ES alerta que os bancários devem avaliar os impactos financeiros e os riscos em relação às mudanças nas regras da aposentadoria antes de aderirem ao plano. Segundo o BB, podem aderir ao PAI os funcionários que em […]

O Banco do Brasil apresentou nesta quarta-feira, 17, um novo Plano de Aposentadoria Incentivada (PAI). O Sindicato dos Bancários/ES alerta que os bancários devem avaliar os impactos financeiros e os riscos em relação às mudanças nas regras da aposentadoria antes de aderirem ao plano.

Segundo o BB, podem aderir ao PAI os funcionários que em 19 de maio deste ano tinham mais de 50 anos de idade e 15 anos de trabalho na instituição. Para aqueles oriundos de bancos incorporados será contado o tempo na empresa de origem. O BB diz que o plano será de livre escolha e não haverá nenhuma pressão para adesão. Mas o prazo para a decisão é inferior a 30 dias (22 de junho a 10 de julho próximo), e o prazo para desligamento é de 13 de julho a 14 de agosto. Para a diretora do Sindibancários/ES e bancária do BB Goretti Barone, esse é um dos principais problemas do PAI.

 

Leia também 

Funcionários Pós-98 poderão perder Cassi na aposentadoria antecipada 

“O bancário terá menos de um mês para tomar uma decisão que é para o resto da vida. Defendemos que o banco tenha um plano permanente de incentivo à aposentadoria, para que as pessoas possam planejar quando querem se aposentar. Afinal, essa é uma decisão que, além de mexer com a questão financeira, impacta o estado emocional dos trabalhadores”, diz Goretti.

De acordo com o BB, quem aderir ao Plano receberá cinco salários de bonificação e mais um prêmio de pecúnia de 2,04 a 2,27 salários, com teto de até 7,27 salários para funcionários com 35 anos de banco. No caso de tempo inferior, o valor será proporcional.

O que prevê o PAI

Os bancários devem observar as perdas financeiras que virão com a aposentadoria. Isso porque os aposentados não têm direito a tíquete-alimentação, à PLR e ainda existem propostas de mudança na Caixa de Assistência que representam riscos.

“É preciso que os funcionários avaliem cautelosamente quais serão os impactos na vida pessoal e financeira. Além disso, aqueles que não estão aposentadas pelo INSS devem ter cuidado, pois está em curso uma série de mudanças nas regras da Previdência Social”, alerta Goretti.

Na avaliação da diretora do Sindicato, o PAI irá impactar negativamente na luta em defesa do BB como instituição pública, pois sempre que há saída em massa de funcionários que têm muito tempo de casa, há uma perda da cultura organizacional para a própria empresa. “Quando a instituição quer evitar isso, faz mudanças gradativas, mas parece que a intenção da direção do BB é justamente quebrar essa cultura porque quer tornar o banco mais voltado para o mercado”, diz a diretora do Sindicato.

Outra preocupação com a implantação do PAI é com a piora das condições de trabalho. De acordo com pesquisa realizada pela Anabb, em outubro do ano passado, cerca de 73% dos bancários do Banco do Brasil consideram que o número de funcionários nos locais de trabalho é inadequado. Com o incentivo à aposentadoria e a escassa contratação de bancários, haverá um aumento de sobrecarga de trabalho e de pressão para cumprimento de metas dentro do banco.

Com informações da Contraf

 

Imprima
Imprimir

Comentários