Bancárias e bancários debatem o papel da linguagem na construção das relações de gênero

Terminou há pouco o Seminário de Linguagem de Gênero promovido pelo Coletivo de Mulheres do Sindicato dos Bancários/ES, que teve início na manhã desta quinta-feira, 12, na sede da entidade. O período da tarde foi dedicado ao estudo em dois grupos, que aprofundaram o debate sobre o tema refletindo sobre o papel da linguagem na […]

Terminou há pouco o Seminário de Linguagem de Gênero promovido pelo Coletivo de Mulheres do Sindicato dos Bancários/ES, que teve início na manhã desta quinta-feira, 12, na sede da entidade. O período da tarde foi dedicado ao estudo em dois grupos, que aprofundaram o debate sobre o tema refletindo sobre o papel da linguagem na construção das relações de gênero.

O primeiro coletivo conversou sobre a definição de masculino e feminino e sobre os papéis sociais atribuídos a homens e mulheres. “Enquanto o homem é visto como o destemido, dominante, guerreiro, desbravador, que não pode demonstrar fraqueza, a mulher sempre aparece como um ser frágil, como objeto sexual ou como responsável pelo cuidado da família. Esses estereótipos são reproduzidos em vários espaços e muitas vezes os reforçamos por meio da linguagem”, disse Renata Garcia, diretora do Sindicato/ES, que relatou parte dos trabalhados.

Já o segundo grupo debateu sobre experiências e iniciativas inclusivas construídas cotidianamente por coletivos feministas, comunidades populares, grupos culturais e movimentos sociais, como o Fórum de Mulheres, Comunidades Quilombolas e Paneleiras. “Às vezes pensamos ser difícil encontrar iniciativas de promoção da igualdade, mas quando paramos pra pensar, existe uma lista imensa de mulheres e homens que se organizam e que estão, assim como nós, lutando pela superação das opressões. É preciso fortalecer essas iniciativas e atuar coletivamente para avançar nessa luta”, destacou Thiago Duda, bancário do Banco do Brasil e diretor do Sindicato/ES.

Para Lucimar Barbosa, que integra o Coletivo de Mulheres do Sindicato dos Bancários, /ES, a atividade foi importante para, nos 20 anos do jornal Mulher 24 Horas, renovar o compromisso que o Sindicato tem de comunicar para transformar a sociedade. “Nos abastecemos de informação, renovamos nossas forças e esperanças e reafirmamos nosso compromisso de fazer uma comunicação para os trabalhadores e trabalhadoras buscando sempre a igualdade”.   

Bancárias lançam manifesto por uma linguagem inclusiva

O encerramento do encontro foi marcado pela apresentação de um manifesto que cobra do Sindicato o compromisso permanente do uso de uma linguagem inclusiva nos seus materiais de comunicação.

O documento destaca a linguagem como agente de cultura, carregada de valores e significados, e ressalta a necessidade de uma forma diferente de produção de discursos, verbais ou não, para promover a igualdade entre homens e mulheres e avançar na construção de uma nova sociedade.

Leia o documento na íntegra.  

Confirma também como foi a primeira parte do Seminário.

VEJA FOTOS DO SEMINÁRIO

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