Bancários do BB aprovam minuta específica em Congresso Estadual

Nesta quinta-feira, 28, segundo dia do 26º Congresso Estadual dos Funcionários do BB, os trabalhadores do banco aprovaram a proposta de minuta para Campanha Salarial 2015, que será encaminhada ao Congresso Nacional da categoria para debate e votação. Entre os principais eixos de reivindicação aprovados estão: resgate do antigo PCS com interstícios de 12% a […]

Nesta quinta-feira, 28, segundo dia do 26º Congresso Estadual dos Funcionários do BB, os trabalhadores do banco aprovaram a proposta de minuta para Campanha Salarial 2015, que será encaminhada ao Congresso Nacional da categoria para debate e votação.

Entre os principais eixos de reivindicação aprovados estão: resgate do antigo PCS com interstícios de 12% a 16%; incorporação de 10% da comissão a cada ano; Processo Seletivo Interno justo e democrático; contratação de funcionários; fim das metas; reposição de perdas salariais desde 1994; isonomia; fim do PSO; implementação efetiva da Estratégia Saúde da Família na Cassi; Previ e Cassi para todos e BB 100% público.

Balanço da Campanha Salarial 2014

A programação do dia começou com a avaliação da Campanha Salarial 2014. O diretor do Sindicato Dérik Bezerra criticou a postura do Comando Nacional durante as negociações e destacou a importância de ampliar a mobilização na base para pressionar por acordos melhores.  

“O contexto de eleições era ideal para arrancar dos banqueiros e do governo conquistas em relação à saúde e condições de trabalho, como isonomia, aumento no número de contratações e reposição das perdas. Contudo, temendo que a continuidade da greve prejudicasse a candidatura de Dilma Rousseff, a maioria do Comando Nacional, vinculado à CUT, orientou o fim do movimento após 7 dias de paralisação, mesmo com potencial para continuar. Como resultado, tivemos avanços nas cláusulas econômicas, mas vimos ser menosprezadas pautas históricas da categoria”, diz Dérik.

“Precisamos refletir também sobre a participação real nos bancários durante a greve. Na última CS, apenas 25% dos empregados do BB fizeram greve efetivamente, mesmo com o grande número de agências fechadas. Nossas conquistas dependem diretamente da nossa força e só  com uma adesão maior poderemos conquistar mais direitos na CS que está por vir”, pondera.    

 Cassi   

Na parte da manhã, o tema de saúde teve destaque com um debate específico sobre a Cassi, que entrou no seu terceiro ano consecutivo com déficit orçamentário, gerando grande apreensão entre os associados.  

“A Cassi foi criada sob dois princípios básicos, o da solidariedade, que preconiza que cada um pague o plano de acordo com a sua capacidade e o use de acordo com a sua necessidade; e o princípio da atenção integral à saúde, que pressupõe acompanhamento permanente do paciente, através da Estratégia de Saúde da Família (ESF). Mas o que é implementado na prática é um modelo  de saúde fragmentada, que leva a uma maximização absurda dos custos, com predominância da lógica de mercado que privilegia a indústria farmacêutica e médico-hospitalar”, explica Thiago Duda, diretor do Sindibancários/ES e membro do Conselho de Usuários da Cassi.     

Thiago expõe que a situação da Cassi é realmente preocupante, com grande número de descredenciamentos. No entanto, o que está realmente em jogo é a implementação efetiva da Estratégia de Saúde da Família e do princípio da solidariedade.

“Quanto mais fortalecida a Cassi estiver dentro da proposta original, mais barato será o custo do plano, porque o associado sai da lógica do atendimento setorizado. Para mudar essa realidade, temos que entender a Cassi como uma responsabilidade de todos, e nos mobilizar para cobrar o papel do banco no sentido de garantir a manutenção e a qualidade dos serviços”, diz Thiago.

Perfil dos funcionários do BB

Durante o Encontro foi apresentado também o resultado da pesquisa “Quem são os funcionários do BB”, realizada pela Anabb. Dentre os apontamento do estudo está o elevado índice de assédio moral e o excesso de horas extras no banco.

Segundo os dados, 69,85% dos entrevistados já ter presenciado alguma situação de assédio moral no banco, e 68,91% se sentem estressados. Sobre a jornada, 45,59% dos funcionários do BB trabalham de 8 a 12 horas diárias, e há ainda um pequeno percentual que trabalha acima das 12 horas por dia (1,02%). O relatório completo está disponível no site do Sindicato.

Goretti Barone, bancária do BB e diretora do Sindicato, apresentou os dados e falou sobre a importância do estudo. “A pesquisa comprova as denúncias do movimento sindical e nos dá novos argumentos para debater a minuta na mesa de negociação com o Banco do Brasil. Esperamos garantir conquistas que ajudem a reverter esse quadro”, enfatiza.

Delegados Sindicais

Ao final do encontro foi realizada a posse simbólica dos novos delegados sindicais do BB, cujos mandatos começaram no dia 20 de abril. Foram empossados 15 delegados de base, que terão mandato de um ano.      

Na oportunidade, também foram escolhidos os delegados que representarão os bancários do Espírito Santo no Congresso Nacional dos Funcionário do BB, que acontecerá de 12 a 14 de junho em São Paulo. 

Site delegados sindicais BB - 750

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