Bancários do BB debatem conjuntura nacional, Cassi, Previ e condições de trabalho

Os temas foram debatidos durante o congresso específico dos trabalhadores e trabalhadoras do BB, que aconteceu no primeiro dia da Conferência Estadual dos Bancários e Bancárias

Durante a sexta-feira trabalhadores e trabalhadoras do Banco do Brasil participaram do congresso específico do BB, que fez parte da programação da Conferência Estadual dos Bancários e das Bancárias, que está acontecendo no Hotel Praia Sol, em Nova Almeida, na Serra. A atividade contou com a presença de Rita Mota, que é representante dos empregados e empregadas do BB na comissão de empresa.

Rita Mota, representante dos trabalhadores e trabalhadoras do BB na comissão de empresa

Na parte da manhã, os bancários e bancárias debateram os desafios da conjuntura nacional, seus impactos na Campanha Salarial 2018, os ataques à Cassi e à Previ e a realidade das agências bancárias. Rita destaca o perigo do fim da ultratividade da norma para os trabalhadores e trabalhadoras.

“Quero destacar um ponto muito importante, que é o fim da ultratividade da norma, acarretado pela reforma trabalhista. Caso não fizermos um novo acordo até 31 de agosto, as cláusulas da nossa Convenção Coletiva podem ser perdidas”, explica a bancária, que defende a necessidade do movimento sindical bancário conquistar a sociedade em prol das lutas dos trabalhadores e trabalhadoras.

“Temos que mostrar para a sociedade a importância do banco público para ela. Nos momentos de crise, são eles que continuam a conceder crédito, a aquecer a economia. Não vamos trazer a sociedade para o nosso lado se falarmos somente sobre defesa dos nossos empregos”, defende Rita. Ela afirma que no atual contexto também aumentaram ataques à Cassi e à Previ.

No que diz respeito à Cassi Rita destaca a Resolução Interministerial CGPAR 23, que recomenda o estabelecimento de critérios de quebra de solidariedade e da continuidade do pagamento por parte do banco depois que o bancário se aposentar. Sobre a Previ, ela falou do PLP 268, cujo relator é o senador Aécio Neves (PSDB/MG), que propõe o fim da escolha de representantes eleitos na diretoria e permite, segundo o projeto de lei, “diretores independentes do mercado”.

Ainda sobre a Cassi, o diretor do Sindicato dos Bancários/ES Thiago Duda afirma que um dos motivos do déficit é o adoecimento dos trabalhadores e trabalhadoras do BB, que cresce cada vez mais.

“É preciso discutir a Cassi dentro da temática das condições de trabalho. E isso é pauta da conferência. Para que a Cassi dê certo, é preciso enfrentar também o adoecimento e o assédio moral. Tem se elevado o número de doenças relacionadas ao trabalho, como as psíquicas e a DORT/LER”, diz.

Outro assunto debatido foi a implementação de canais alternativos no BB. Segundo o diretor do Sindibancários Dérik Bezerra, o banco está colocando profissionais como escriturários, telefonistas e estagiários para conduzir os clientes ao caixa eletrônico e também para ensiná-los a utilizar os aplicativos digitais. De acordo com ele, é um movimento geral do banco, que acontece em agências com ou sem dotação.

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