Bancários do BB discutem Cassi em dia nacional de luta

Diretores e diretoras do Sindicato rodaram agências e departamentos do banco em Vitória para dialogar sobre os ataques ao plano de saúde dos empregados do BB, fortalecendo o dia nacional de luta que acontece hoje em todo o Brasil

Nesta quarta-feira, 20, marcada pelo lançamento da Campanha Nacional no Espírito Santo, os bancários do Banco do Brasil destacaram a defesa da Cassi, pauta que será um dos eixos prioritários na mesa de negociação específica.

Diretores e diretoras do Sindicato rodaram agências e departamentos do banco em Vitória para dialogar sobre os ataques ao plano de saúde dos empregados do BB, fortalecendo o dia nacional de luta que acontece hoje em todo o Brasil.

O BB apresentou uma nova proposta para a Cassi em maio, pela Intranet, sem dialogar com as entidades representativas dos empregados. A proposta aumenta a contribuição dos associados de 3% para 4% e mantém a contribuição patronal em 4,5%, penalizando somente os associados. O banco também tenta instituir a cobrança por dependente, quebrando o princípio da solidariedade e penalizando sobretudo os salários e aposentadorias menores ao deixar de considerar o pagamento como percentual da remuneração.

Um associado da ativa com 2 dependentes e salário de R$ 5.000 hoje paga R$ 150 à Cassi, mas passará a pagar R$ 400 (4% mais R$ 108,17 por dependente, limitado a 8% do salário) – um aumento de 167%! Um aposentado que recebe R$ 7.500 e tem um dependente hoje paga R$ 225. E passará a pagar R$ 600 (4% mais R$ 324,51 por dependente, limitado a 8%), aumento de 167%

O Banco do Brasil ainda quer implantar voto de minerva e entregar duas diretorias a profissionais de mercado contratados por ele, para aprovar com facilidade cortes de direito e aumento das contribuições dos associados. As entidades representativas dos empregados apresentaram no início de junho uma contraproposta ao banco, que foi rejeitada pelos negociadores.

A diretora do Sindicato Goretti Barone contextualizou as mudanças propostas pelo banco criticando a prevalência de interesses do mercado.

“As medidas do banco buscam adequar a Cassi às resoluções da CGPAR, e o que eles querem é reduzir custos com os trabalhadores. Há um interesse do mercado em jogo, a quem esse governo está vinculado. A análise que o banco apresenta da Cassi é toda baseada nos planos de mercado, diferentes da lógica da Caixa de Assistência, que existe justamente por conta da solidariedade dos funcionários. Por isso temos que brigar antes que essa proposta vá à votação. A Cassi é nossa, dos associados, nós somos os donos e o patrocinador complementa, por isso temos que brigar pelos nossos direitos”, disse Goretti Barone, diretora do Sindicato.

O diretor Derik Bezerra falou da importância de unificar as lutas específicas dos bancários do BB, como a Cassi, com as lutas gerais da categoria, considerando os impactos que a reforma trabalhista pode trazer para os bancários.

“Todos os direitos conquistados no acordo específico podem ser perdidos até a nossa data-base se não conseguirmos renová-lo, por isso esse processo negocial será central para a nossa categoria. A direção do BB tem tratado seus empregados cada vez mais como número, vimos isso nas sucessivas reestruturações. Nesse cenário, é imprescindível nossa unidade e resistência”, disse Derik.

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