Bancários do ES e RJ aprovam proposta de minuta para Conferência Nacional

Delegação capixaba defendeu índice geral de 24,58%, mas proposta foi rejeitada pela maioria cutista, que conseguiu aprovação de apenas 10% de aumento real mais a inflação, no total de 18,33%

Bancários e bancárias capixabas defenderam valorização salarial e melhores condições de trabalho durante a Conferência (Foto: Nando Neves)

Bancários e bancárias capixabas defenderam valorização salarial e melhores condições de trabalho durante a Conferência (Foto: Nando Neves)

Fora Temer, defesa dos bancos públicos e contratação de mais empregados são os principais eixos das reivindicações aprovadas pelos bancários e bancárias na 18ª Conferência Interestadual dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Rio de Janeiro e Espírito Santo, realizada no último sábado, 02 de julho. O evento foi realizado em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, e definiu a proposta de minuta da categoria que será levada para discussão e votação na Conferência Nacional dos Bancários, nos dias 29, 30 e 31 de julho, em São Paulo.

A valorização salarial foi uma das bandeiras da Intersindical, que defendeu, junto com a CSP Conlutas, o índice geral de 24,58% – composto pelos percentuais de 8,33% referentes à inflação estimada do período (ICV) e 15% referentes à média da lucratividade dos bancos e à rentabilidade dos seus patrimônios líquidos. No entanto, o índice de reajuste aprovado na Conferência foi de apenas 10% de aumento real mais a inflação, no total de 18,33%.

Os bancários capixabas e cariocas também aprovaram a luta contra o governo ilegítimo de Michel Temer como um dos principais eixos políticos da Campanha Salarial deste ano.  A garantia de melhores condições de trabalho também está entre as reivindicações centrais da categoria, que defende o fim das demissões, a imediata contratação de mais empregados nos bancos públicos e privados e o fim da imposição das metas.

Coordenador geral do Sindibancários/ES, Jonas Freire (Foto: Nando Neves)

Coordenador geral do Sindibancários/ES, Jonas Freire (Foto: Nando Neves)

“Mais do que nunca, teremos que fazer uma Campanha unificada e forte. O lucro dos bancos sofreu uma pequena queda, mas eles continuam lucrando bilhões. Não podemos aceitar que eles utilizem essa ínfima redução da lucratividade como argumento para negar nossas reivindicações. Precisamos garantir melhores condições de trabalho e valorização salarial”, destaca o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jonas Freire.

Índice rebaixado

Por mais um ano, a corrente da Articulação Bancária (Artiban), de maioria cutista, defendeu na Conferência Interestadual um índice de reajuste rebaixado, de apenas 5% de aumento real mais a inflação. Por ter o maior número de delegados na Conferência Nacional, a Artiban possivelmente conseguirá aprovar esse índice para a minuta de reivindicações da categoria.

Bancários capixabas defenderam índice de reajuste salarial de 24,58 % (Foto: Nando Neves)

Bancários capixabas defenderam índice de reajuste salarial de 24,58 % (Foto: Nando Neves)

“A conjuntura mudou em todos os sentidos. Temos um governo que implementa uma política mais austera e privatizante do que a era de Dilma e Lula. No entanto, está claro que para os cutistas parece que a conjuntura é a mesma e eles mantém a defesa de uma velha estratégia equivocada, que desconsidera a alta rentabilidade do setor financeiro. Vamos continuar lutando de forma unificada nesta campanha, mas mantemos nossa crítica à corrente custista”, enfatiza Carlos Pereira de Araújo (Carlão).

Durante a conferência regional, a Intersindical, representada pelos bancários capixabas, também defendeu a PLR linear com percentual de 25% do lucro líquido para toda a categoria. A proposta, que iria garantir uma distribuição maior da lucratividade dos bancos, foi rejeitada pela maioria cutista.

Entre as propostas da Intersindical que foram aprovadas estão a imediata auditoria da dívida pública, a promoção da igualdade de oportunidades e o piso do Dieese (R$ 3.716,77 em abril).

Confira os principais eixos aprovados:

  • Fora Temer
  • Fim da imposição das metas
  • Índice de reajuste salarial de 10% de aumento real mais a inflação
  • Manutenção do modelo atual da PLR
  • Defesa dos bancos públicos
  • Fim das demissões e imediata contratação de mais empregados nos bancos públicos e privados
  • Auditoria da Divida Pública, Já!
  • Piso do Dieese
  • Promoção de igualdade e oportunidade
Imprima
Imprimir

Comentários