Bancários e bancárias do Banestes e Bandes debatem Campanha Nacional em congresso específico

Banescaixa e Baneses serão as prioridades da negociação deste ano, que estará referenciada nas mesas de negociação permanente, já que Acordo específico tem validade até 2018

Os bancários do Banestes e do Bandes realizaram neste sábado, 12, o seu congresso específico em preparação para a Campanha Nacional da categoria.  Atividade aconteceu no Centro de Formação Dom João Batista, em Vitória.

Após a análise de conjuntura, os participantes iniciaram o debate das suas pautas específicas. Com um acordo válido até 2018, que já garante as cláusulas salariais, no Banestes a negociação se dará em torno dos temas da mesa permanente, entre eles a Banescaixa e a Baneses, tiradas como prioridade no Congresso.

Sustentabilidade da Banescaixa

Há três meses o banco não faz o repasse do aporte acordado para cobrir as despesas administrativas do plano, o que tem gerado insegurança entre os bancários. A suspensão foi determinada pelo novo presidente do Banestes, Michel Sarkis, que solicitou um plano de redução das despesas. O descumprimento do acordo por parte do banco pode inviabilizar a continuidade da Banescaixa, e será uma das questões a serem tratadas pelos banestianos.

Os bancários querem também a retomada urgente da comissão que discute a forma de contribuição do plano, conquistada na última campanha salarial, mas que não avançou numa proposta e teve as reuniões suspensas. “A mudança da contribuição de percentual para faixa-etária foi prejudicial para os trabalhadores. O banco deixou de contribuir com os dependentes, reduziu o seu repasse por contribuinte e o plano foi para o ‘vinagre'”, critica Jonas Freire, coordenado geral do Sindicato.

A proposta da categoria é que a cobrança dos participantes volte a ser por percentual, com cada um pagando 3,5% do salário – mesmo valor a ser pago pelo banco – como era até 2009, quando as regras foram alteradas.

“Se conseguirmos negociar a Banescaixa nos termos que estamos que reivindicado seria um grande avanço, principalmente para os aposentados e técnicos bancários, que ganham menos”, afirma Jonas.

A organização da eleição direta para o representante dos empregados no Conselho da Banescaixa, conforme prevê Acordo Coletivo específico, também estará na pauta. Essa foi uma conquista do último Acordo específico, ainda não encaminhada pelo banco.

Baneses

O Sindicato também vai cobrar o pagamento retroativo das parcelas da Baneses para os bancários que aderiram ao plano 3 mas que ingressaram no banco antes do fechamento do plano 2. “Nossa reivindicação é que todos os bancários recebam retroativamente essas contribuições, por isso vamos levar esse tema para a mesa permanente”, explica Jessé Alvarenga, diretor do Sindicato.

“O banco tem hoje cerca de 2.500 funcionários.  Em torno de 400 que estão fora do plano. Isso é ótimo para o banco, que não contribui para esses empregados. Quanto mais conseguir esvaziar o plano, melhor para o banco. Temos que fazer o movimento contrário, de fortalecer nosso plano de previdência”, argumenta Alvarenga.

Campanha Nacional

No debate sobre a Campanha Nacional foram destacadas as estratégias da categoria nacionalmente, que devem ser fortalecidas pelos bancários do sistema financeiro estadual.

“Foram aprovadas uma lei de terceirização e uma reforma trabalhista que não estavam concretizadas na campanha nacional anterior. Por isso esse ano nossa preocupação central será com o emprego. O Comando Nacional já entregou à Fenaban uma proposta de Termo de Compromisso que proteja empregos, resguarde direitos históricos e delimite os atos nocivos que podem decorrer da reforma trabalhista, como o trabalho intermitente e a terceirização irrestrita na categoria”, explicou Carlos Pereira de Araújo, Carlão, diretor do Sindicato e membro do Comando Nacional pela Intersindical.

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