Bancários paralisam CPD na manhã da segunda-feira, 18

As reivindicações que impulsionaram a realização da ação sindical foram demissões sem justa causa,, plano de saúde, fim da homologação no Sindicato e condições de trabalho.

O prédio do Centro de Processamento de Dados (CPD) do Banestes teve suas atividades interrompidas até às 10h30 da manhã da segunda-feira, 18, durante ação sindical realizada pelo Sindibancários/ES. Durante a paralisação, a direção do banco chamou o Sindicato para uma reunião sobre as reivindicações que impulsionaram a realização da ação sindical, como demissões sem justa causa – foram mais de 10, de junho a outubro deste ano, plano de saúde (Banescaixa), fim da homologação no Sindicato e condições de trabalho. Essa é uma vitória dos trabalhadores, dada a ausência de diálogo com a classe trabalhadora desde o início da nova gestão do banco.

O coordenador geral do Sindibancários Jonas Freire destacou que a movimentação sindical no CPD “é importante para chamar atenção dos bancários e bancárias e também para cobrar do banco que atenda nossas reivindicações”. O dirigente alega que a direção do Banestes piorou muito a relação com o sindicato.

“O Banestes vem fazendo demissões sistemáticas, sem nenhum processo administrativo. É pressão, ameaças e denúncias de assédio moral. Além disso, não discute nem negocia a situação financeira do plano de saúde dos funcionários e aposentados, o Banescaixa. O Banestes é um banco que sai na frente com a reforma trabalhista, sobretudo ao dar fim às homologações do sindicato”, destaca Jonas Freire.

Para Jessé Alvarenga, diretor do Sindibancários/ES, essas demissões sem justa causa são fruto da atitude autoritária do atual presidente do Banestes.

“Estamos paralisando o prédio do CPD e dando um aviso para que parem imediatamente os ataques aos direitos dos trabalhadores do Banestes”, questiona.

Ainda durante o  ato sindical, o diretor do Sindicato enfatizou a importância da participação ativa dos bancários e bancárias na luta contra os desmontes e as demissões no Banestes.

“Convoco a todos os bancários do CPD e de todo o banco a ficarmos unidos a resistir, porque se não o banco vai querer implantar a nefasta reforma trabalhista”, alerta.

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