Dia Nacional de Luta contra a Reestruturação mobilizou bancários e bancárias de todo Brasil nesta terça (12)

Nesta terça-feira (12) bancários e bancárias da Caixa se mobilizaram ao redor do Brasil no Dia Nacional de Luta Contra a Reestruturação da Caixa promovido por Miriam Belchior. Ao contrário do que diz no nome, o programa “Caixa + Forte” representa um verdadeiro desmonte do banco, promovendo a fusão de unidades de matriz, extinção de […]

Nesta terça-feira (12) bancários e bancárias da Caixa se mobilizaram ao redor do Brasil no Dia Nacional de Luta Contra a Reestruturação da Caixa promovido por Miriam Belchior. Ao contrário do que diz no nome, o programa “Caixa + Forte” representa um verdadeiro desmonte do banco, promovendo a fusão de unidades de matriz, extinção de setores e migração de atividades operacionais para centralizadoras e filiais.

As ações desta terça deram prosseguimento à campanha nacional de resistência ao “Caixa + Forte”.

“O movimento dos bancários vai resistir enquanto a administração da Caixa se negar a discutir o plano conosco. Não vamos aceitar um programa feito totalmente em discordância com o que tentamos construir cotidianamente para a Caixa”, explica Lizandre Borges, diretora do sindicato.

Impactos

O programa de desmonte tem impactos múltiplos para empregados, que perderão cargos e funções, terão os salários reduzidos e serão realocados dentro de uma rede de agências sem garantia de requalificação profissional.

Só no Espírito Santo, na primeira onda de mudanças, dos 49 bancários que atuam na Girec e Gipes, 37 perderão suas funções. O patrimônio do banco também fica enfraquecido com as medidas, já que a Caixa perde em especialização e em conhecimento acumulado, podendo ter o atendimento comprometido em vários setores.

Por mais contratações

A Caixa tem papel de destaque na promoção de políticas públicas. A instituição manteve a liderança no crédito habitacional em 2015, com saldo de R$ 384,2 bilhões. As operações de saneamento básico somaram R$ 70,9 bilhões, também no ano passado. Na área social, foram pagos cerca de 163,3 milhões de benefícios, totalizando R$ 27,5 bilhões. Só em 2015, o banco injetou R$ 732,7 bilhões na economia brasileira.

É importante sim que o banco se fortaleça para continuar desempenhando esse papel social, que é inerente à sua constituição de banco público. Mas o fortalecimento do banco passa por caminho inverso ao que vem sendo percorrido por Miriam Belchior. É urgente e necessária a contratação de mais empregados e a valorização do corpo funcional da Caixa.

Por uma gestão transparente

O processo de reestruturação está ocorrendo sem qualquer diálogo com o Movimento Sindical ou com a categoria, apesar de inúmeras cobranças ao banco. A falta de transparência constitui uma das marcas da gestão de Belchior, em desrespeito aos empregados. Não podemos aceitar que o banco continue adotando essa postura instransigente. Por uma gestão transpartente e dialogada com os empregados!

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