Bancários em greve paralisam 326 agências no ES

A Grande Vitória concentra a maior adesão, com 180 agências paradas. No interior são 146 agências fechadas.

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A greve dos bancários continua crescendo no Espírito Santo. Nesta segunda-feira, 12, chega a 326 o número de agências fechadas no Estado, 12 a mais do que o registrado na última sexta-feira, e 70 a mais quando comparado ao primeiro dia da greve, iniciada em 6 de setembro.

A Grande Vitória concentra a maior adesão, com 180 agências paradas, sendo 38 da Caixa, 53 do Banestes, 40 do Banco do Brasil, 14 do Santander, 14 do Bradesco, 15 do Itaú, 5 HSBC  e uma do Safra. Também estão fechados três departamentos da Caixa, além do prédio do Bandes, CPD do Banestes e Pio XII do Banco do Brasil.

No interior do Estado são 146 agências fechadas: 41 da Caixa, 36 do Banestes, 55 do Banco do Brasil, 11 de bancos privados e três do BNB.

Negociação

Os bancários realizam  amanhã (13), a partir das 14 horas, em São Paulo, nova rodada de negociação com a Fenaban, depois de terem rejeitado na última sexta-feira proposta patronal de 7% nos salários, PLR e auxílios refeição, alimentação, creche, mais abono de R$ 3,3 mil. A proposta inicial da Fenaban, apresentada no dia 29 de agosto, foi de reajuste de 6,5% para salários e benefícios, e abono de R$ 3 mil.

Os bancários reafirmaram que não concordam com o modelo de reajuste abaixo da inflação mais abono, e querem negociar, além das cláusulas salariais, as pautas de saúde, condições de trabalho, emprego, igualdade de oportunidades e segurança, ignoradas pelos bancos.

Confira as principais reivindicações dos bancários:

  • Reajuste salarial: reposição da inflação (9,57%) mais 5% de aumento real.
    • PLR: 3 salários mais R$8.317,90.
    • Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
    • Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo).
    • Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês.
    • 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.
    • Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
    • Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
    • Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
    • Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
    • Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
    • Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
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