Bancários fazem jornada em apoio aos empregados do Santander nos EUA

Banco está adotando prática antissindical contra os empregados americanos e impedindo a sua livre organização.

Nesta terça-feira, 21 de fevereiro, acontece a Jornada Internacional de luta dos trabalhadores do Santander em solidariedade aos empregados do banco nos Estados Unidos. Diferente dos empregados dos outros países onde o banco opera, os 15 mil empregados do Santander Bank e do Santander Consumer nos Estados Unidos não estão sindicalizados e estão sofrendo ameaças do banco por tentaram se organizar enquanto categoria.

Muitos trabalhadores do Santander nos EUA expressaram as suas preocupações sobre os baixos salários, o assédio dos supervisores, as metas abusivas e as práticas financeiras que colocam as vendas acima dos interesses dos clientes. Mas quando os trabalhadores começaram a se interar dos seus direitos e a atuar junto à entidade de classe local, a Communications Workers of America (CWA), o banco passou a disseminar o medo, ameaçando os empregados.

Os bancários receberam emails internos da gerência com informação incorreta sobre a participação sindical, afirmando claramente a posição da gerência em oposição à participação e aos esforços de organização. Quando os membros da CWA tentaram se comunicar com os empregados do Santander, a gerência os informou que não estavam autorizados a falar com os membros de CWA, nem mesmo fora das horas de trabalho; disseram-lhes “o seu trabalho depende disso”, ameaçando-os com demissões caso se reunissem com membros de CWA, aceitassem materiais sindicais ou participassem de alguma reunião.

Trabalhadores do Santander se unem

A partir de 21 de fevereiro, os trabalhadores do Santander nos EUA irão se manifestar contra a interferência do banco. Nas sedes do Santander em várias cidades americanas, empregados acompanhados por grupos comunitários e sindicatos vão apresentar uma reivindicação de neutralidade ao banco. A carta, assinada pelos próprios trabalhadores, cobrará que o Santander ponha fim à sua campanha antissindical de obstáculos e assine o acordo de neutralidade orientando os gerentes para não mais ameaçarem e impedirem que os trabalhadores decidam livremente sobre a participação sindical.

Veja reivindicações apresentadas ao banco

Entre as diversas ações programadas, os sindicatos de cada País onde o Santander tem representação farão manifestações, entregando na sede do banco uma carta à direção local expressando o apoio aos trabalhadores do Santander nos Estados Unidos que desejam exercer o direito de se sindicalizar e se organizar coletivamente. A carta cobrará também a assinatura do acordo de neutralidade, que estipula o fim da interferência do banco na organização dos empregados. Veja as reivindicações que serão apresentadas nas sedes do banco em todo o mundo, em apoio aos empregados dos Estados Unidos:

A) Que o Santander assine um ACORDO DE NEUTRALIDADE que estipule que a gerência do Santander não interfira nas decisões dos trabalhadores sobre a participação sindical e não tome represálias contra eles se optarem pela afiliação.
B) Que o Santander instrua e capacite toda a gerência nos EUA para que nenhum gerente ou supervisor interfira na decisão dos empregados de se afiliarem ou não, a um sindicato.
C) Que o Santander assegure, por meio do ACORDO DE NEUTRALIDADE que, se a maioria dos empregados se afiliar a um sindicato, Santander reconhecerá a organização e participará de negociações colectivas.

Com informações da Contraf / Boletim Rede Global Bancária

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