Bancários fecham superintendências do BB e da Caixa nesta terça (4)

A ação sindical nas superintendências é uma investida para mobilizar as gerências e pressionar o governo e a Fenaban para a concretização das negociações

Os bancários fecharam as superintendências do Banco do Brasil e da Caixa nesta terça-feira (4). A ação faz avançar a luta bancária no vigésimo nono dia de greve no estado e coincide com a agenda executiva do presidente do BB, Paulo Rogério Caffarelli, e do Conselho Diretor do banco, em Vitória.

Os bancários bloquearam no começo da manhã o acesso às superintendências Norte e Sul doBB e da Caixa para mobilizar gerentes e outros funcionários que ainda não aderiram à greve. No Maranhão, em São Paulo e em

Bancários bloqueiam acesso à superintendência da Caixa

outras cidades e estados, cresce a adesão de gerentes e cargos elevados dos dois bancos à greve.

A ação sindical nas superintendências é mais uma investida dos bancários sobre os bancos públicos para mobilizar as gerências e pressionar o governo e a Fenaban para a concretização das negociações.

“Como ocorreu nos últimos anos, o governo puxa pra baixo nossas reivindicações, dando substância para a Fenaban negar a pauta nacional bancária. O governo e a Fenaban afirmam uma política de constante arrocho salarial, algo que não podemos tolerar porque não só os salários estão ameaçados, mas nossos direitos também, como Temer deixou claro”, explica Rita Lima, diretora do Sindicato.

Até o presente momento, BB e Caixa negaram-se a negociar as pautas específicas dos bancos.

Ação no Banco do Brasil coincide com visita de integrantes do Conselho Diretor e Presidente do banco

Os executivos do BB estão em Vitória para uma série de agendas com clientes, parte da gerência e, segundo informações obtidas pelo Sindibancários/ES, com o governador Paulo Hartung. A reunião levanta a suspeita sobre mais uma tentativa de vender o Banestes ao Banco do Brasil.

Superintendência do BB

Superintendência do BB

O prédio da Pio XII foi bloqueado às 06h30 pelos bancários. Apenas os terceirizados da segurança e da limpeza entraram no prédio.

“Precisamos da mobilização total nos bancos públicos para garantir as conquistas para toda a categoria. Vivemos um ano estratégico para a luta trabalhista, nosso movimento é respeitado pelas outras categorias pela resistência e unidade nacional. Em ano de golpe e de avanço sobre direitos, só nossa união vai garantir uma vitória sobre Temer e os banqueiros”, avalia Thiago Duda, diretor do Sindicato.

Em plenária, bancários reafirmam a resistência

Em plenária realizada ontem, os bancários e bancárias reafirmaram a posição do Comando Nacional da categoria, de rejeição à proposta da Fenaban, e discutiram a importância de fortalecer a greve para garantir conquistas.

Na última rodada de negociação, realizada no dia 28 de setembro, a Fenaban manteve proposta rebaixada, com índice de 7% para salários e demais verbas em 2016, mais abono de R$ 3,5 mil, além de índice composto de inflação (INPC) mais 0,5% para 2017, em modelo válido por dois anos.  Além de não garantir melhores condições de trabalho, a proposta impõe perdas salariais para a categoria. O Comando Nacional rejeitou ainda na mesa de negociação.

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