Bancários paralisam agência do Bradesco no Centro de Vitória por mais segurança

Na manhã desta quarta-feira, 12, o Sindicato dos Bancários/ES retardou a abertura da agência do Bradesco do Centro de Vitória até meio dia. A entidade, juntamente com os trabalhadores e trabalhadoras, protestou contra a falta de investimento em segurança nas agências bancárias e nos pontos de atendimento bancários. O Sindicato também distribuiu panfletos para os […]

Na manhã desta quarta-feira, 12, o Sindicato dos Bancários/ES retardou a abertura da agência do Bradesco do Centro de Vitória até meio dia. A entidade, juntamente com os trabalhadores e trabalhadoras, protestou contra a falta de investimento em segurança nas agências bancárias e nos pontos de atendimento bancários. O Sindicato também distribuiu panfletos para os clientes esclarecendo sobre o porquê da paralisação e incentivando-os a denunciar aos órgãos competentes a negligência da instituição financeira, bem como cobrar da gerência das próprias agências.

O Bradesco tem desrespeitado as leis estaduais que têm como objetivo zelar pela segurança bancária, colocando em risco clientes e funcionários. Uma dessas leis é a nº 10.092. “Essa lei determina a instalação de biombos entre os caixas, inclusive eletrônicos, e os clientes que se encontram na fila de espera, em todas as agências bancárias e financeiras do Espírito Santo”, explica o diretor do Sindicato, Fabrício Coelho.  A lei nº 10.092 tem como objetivo impedir a visualização das pessoas que estão sendo atendidas pelos funcionários e funcionárias dos caixas ou utilizando o caixa eletrônico. Dessa forma, garante-se mais segurança às transações financeiras realizadas pelos clientes. Outra lei estadual que vem sendo desrespeitada é a nº 5.229/1996. Ela estabelece a instalação de portas giratórias em todas as agências e pontos de atendimentos bancários do Espírito Santo.

“Contudo, o Bradesco não instala os biombos em suas agências nem as portas giratórias nos PAAs, sendo que, neste último, também há movimentação de dinheiro, ao contrário do que o banco alega, causando perigos aos clientes e funcionários. Assim, o banco mostra que a segurança de clientes e funcionários não é uma de suas prioridades. A instituição financeira, inclusive, já foi multada por causa disso, mas prefere desrespeitar a lei e pagar a multa em virtude do fato do custo/benefício ser menor. Essa é uma prova de que o Bradesco coloca o lucro acima da vida dos trabalhadores e clientes”, diz Fabrício.

A instituição financeira tem total condição de investir em segurança, uma vez que, em 2013, seu lucro líquido foi de R$ 12,011 bilhões. Dados divulgados pelo próprio Bradesco mostram que, no terceiro semestre de 2014, o lucro líquido contábil foi de R$ 3,875 bilhões, com alta de 26,5%. O lucro ajustado foi para R$ 3,950 bilhões, ou seja, cresceu 28,2% se comparado ao mesmo período do ano anterior. “Ainda que não haja essa lucratividade/rentabilidade, a vida das pessoas deve ser sempre priorizada” destaca o diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Fabrício Coelho.

E não é somente “economizando” nos investimentos em segurança que o Bradesco chegou a esse lucro exorbitante. Foi também cobrando altas taxas de juros dos clientes e fazendo cobranças incessantes para que os funcionários alcancem metas inatingíveis. Essa cobrança culmina em práticas de assédio moral, que, somadas ao clima de insegurança e outros problemas que evidenciam as péssimas condições de trabalho as quais bancários e bancárias são submetidos, acarretam em adoecimento físico e psicológico para os trabalhadores e trabalhadoras.

“Os clientes e usuários dos bancos precisam ficar atentos a essas questões e cobrar mais segurança nas agências, seja junto à gerência da própria agência e aos órgãos competentes. Essa luta é de todos e não só dos bancários e bancárias. Lugar de ser atendido para questões financeiras, pagamentos, recebimentos e outros, é no banco – e com segurança”, enfatiza o diretor.

  

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