Bancários paralisam agências do Santander em Vitória e cobram negociação específica

Na manhã desta terça-feira, 11, as agências do Santander da Reta da Penha e da Avenida Princesa Isabel, em Vitória, foram paralisadas até as 12 horas. A Ação Sindical fez parte de um Dia Nacional de Lutas dos trabalhadores do Santander, que cobram avanços nas negociações específicas com o banco. Após cinco rodadas de negociações, […]

Na manhã desta terça-feira, 11, as agências do Santander da Reta da Penha e da Avenida Princesa Isabel, em Vitória, foram paralisadas até as 12 horas. A Ação Sindical fez parte de um Dia Nacional de Lutas dos trabalhadores do Santander, que cobram avanços nas negociações específicas com o banco. Após cinco rodadas de negociações, não houve acordo para a renovação do Acordo Aditivo do Santander à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

O Santander lucrou R$ 4,3 bilhões até setembro no Brasil, o que representa 20% do resultado global. Em nenhum outro país o banco ganhou mais. A Espanha contribuiu com 14% do lucro. No entanto, os trabalhadores brasileiros não são valorizados, sendo tratados como se fossem de segunda classe.

Há falta de funcionários, metas abusivas, sobrecarga e assédio moral, causando estresse, adoecimentos e afastamentos do trabalho. A pressão é insuportável, principalmente na rede de agências, provocando filas intermináveis. Não é à toa que o banco ocupa as primeiras posições do ranking de reclamações de clientes no Banco Central. Enquanto isso, cada diretor executivo do banco receberá em 2014 uma média de R$ 5,7 milhões, considerando salários, bônus e participação nos resultados.

“Os empregados do Santander querem que banco pare com a cobrança de metas, as demissões, a rotatividade e as terceirizações, e faça mais contratações e crie um centro de realocação para evitar dispensas em caso de fechamento de agências. A proposta do banco tem que ampliar e proteger o emprego e garantir condições dignas de trabalho, além de melhorias no plano de saúde e na previdência complementar, com eleições democráticas e transparentes no SantanderPrevi, e mais bolsas de estudo com inclusão da pós-graduação”, diz Jonathas Corrêa, diretor do Sindicato dos Bancários/ES, sobre as reivindicações dos trabalhadores.

Também queremos segurança, igualdade de oportunidades, mudanças nos procedimentos da auditoria interna e externa, folga-aniversário sem compensação com a folga-assiduidade prevista na convenção coletiva, isenção de tarifas e redução das taxas de juros para funcionários e aposentados, dentre outras reivindicações. Enfim, queremos avanços concretos nas negociações. Nova rodada ocorre nesta quinta-feira (13). Quem constrói os lucros do Santander merece uma proposta decente.

Imprima
Imprimir