Bancários promovem panelaço e fecham prédio do BB na Praça Pio XII

“Estou sendo pago com um cheque sem fundo”. Essa é a definição de um bancário sobre o descaso dos bancos com a não aceitação do tíquete-alimentação Alelo nos supermercados. Na manhã desta quarta-feira, 10, o Sindibancários/ES, empregados do Banco do Brasil, Santander e Bradesco promoveram um panelaço em frente ao prédio do BB, na Praça […]

“Estou sendo pago com um cheque sem fundo”. Essa é a definição de um bancário sobre o descaso dos bancos com a não aceitação do tíquete-alimentação Alelo nos supermercados. Na manhã desta quarta-feira, 10, o Sindibancários/ES, empregados do Banco do Brasil, Santander e Bradesco promoveram um panelaço em frente ao prédio do BB, na Praça Pio XII, em Vitória, para cobrar uma solução para o problema. A unidade também teve as atividades paralisadas até as 12 horas.

O tíquete-alimentação Alelo deixou de ser recebido desde o dia 15 de novembro, conforme decisão da Associação Capixaba dos Supermercados (Acaps). O Sindicato já cobrou das instituições financeiras medidas para a solução do problema, mas até agora nenhuma providência foi tomada. Mesmo com crédito no cartão alimentação, os bancários estão impedidos de utilizá-lo nos supermercados.

Indignação

“O sentimento que temos é de impotência diante dessa situação. Temos o crédito, mas infelizmente não temos onde utilizá-lo, pois a maior parte da rede dos grandes supermercados do Espírito Santo não está aceitando. Posso dizer que estou sendo pago com cheque sem fundo. O meu sentimento é esse, de indignação”, disse um bancário durante a manifestação. 

A administradora do cartão Alelo enviou uma lista de estabelecimentos comerciais que ainda aceitam o cartão, no entanto a maior parte é de padarias, postos de gasolina e restaurantes. A situação é pior para os bancários que moram no interior, pois há poucas opções de comércios.

“Mais uma vez, o banco deixa os funcionários em uma situação complicada. A cada ano notamos que o banco dá menos importância aos funcionários, às pessoas e nos trata como números e não humanos”, enfatizou outro bancário do Banco do Brasil.

Em comunicado oficial aos bancos, o Sindicato chegou a reivindicar o repasse em dinheiro do benefício em caráter emergencial, até que fossem apresentadas soluções definitivas. Mas os bancos também não responderam a essa solicitação.

“Esse é o primeiro momento de pressão aos bancos, que já têm conhecimento dessa situação há muito tempo. Se o problema não for resolvido, vamos fazer mais ações, com paralisação de 24 horas e fechamento de outras agências. O que queremos é que os bancos respeitem a Convenção Coletiva de Trabalho e garantam que o benefício possa ser utilizado”, destaca o diretor do Sindibancários/ES e bancário do BB, Thiago Duda.

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