Itaú: bancários protestam contra demissões

As unidades da Beira Mar, em Vitória, e da Glória, em Vila Velha, ficaram fechadas até as 11 horas. Ao todo, 63 empregados foram demitidos só no mês de fevereiro nos estados do Rio de janeiro e Espírito Santo.

Bancários em frente à agência da glória, em Vila Velha (Foto Sérgio Cardoso)

Bancários e bancárias do Itaú retardaram na manhã desta quarta-feira, 20, a abertura de duas agências em protesto contra as demissões no banco. As unidades da Beira Mar, em Vitória, e da Glória, em Vila Velha, ficaram fechadas até as 11 horas.

Apesar do lucro de R$ 25,7 bilhões em 2018, o Itaú iniciou o mês de fevereiro com uma sequência de demissões que já atingiu 63 empregados só nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Por isso, bancários desses dois estados se uniram e realizaram ao longo da semana várias ações sindicais, reafirmando que “bancários não são apenas números e que não podem ser descartados ao bel-prazer dos banqueiros”, como explica o diretor do Sindicato Anderson Silva, o Sãozinho.

“O ato de hoje foi uma resposta às demissões. Esperamos que o banco não só interrompa os desligamentos, mas faça novas contratações. Se necessário, vamos fazer outras ações para ampliar nossa resistência”, afirmou Silva.

O diretor Mário de Aquino Xavier destacou os impactos das demissões para a categoria.  “Quem continua trabalhando fica com a corda no pescoço e vê suas metas aumentarem, junto com o estresse e o adoecimento decorrentes do acúmulo de trabalho. A pressão psicológica é grande, porque a sensação nas agências é de que qualquer um pode ser o próximo”.

Mário lembrou que a população também é afetada.  “O atendimento ao público fica comprometido. Mesmo pagando altas tarifas e juros, os clientes sofrem com a falta de funcionários. O banco se preocupa apenas com o lucro, sem qualquer contrapartida social por explorar a atividade bancária”, criticou.

 

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