Bancários querem proposta final da Fenaban nesta quarta-feira, 01

Representantes dos bancários voltam à mesa de negociação, nesta quarta, e cobram proposta final, compromisso assumido pelos bancos nas rodadas anteriores

Na rodada de negociação de 12 de julho, os bancos recusaram assinar o pré-acordo de ultratividade, que garantiria a validade dos direitos dos bancários até o final das negociações da Campanha Nacional 2018. Em todas as negociações posteriores, sobre saúde e condições de trabalho e a garantia do emprego, os bancos também não deram resposta para as reivindicações da categoria.  A justificativa dos negociadores da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi de que, no dia 1º de agosto, um mês antes da data base da categoria (1º de setembro), apresentariam uma proposta final para ser apreciada pelos trabalhadores.

Por isso, na quinta rodada de negociação, desta quarta-feira, 01, os representantes de bancários de todo o Brasil, que compõem o Comando Nacional da categoria, cobram essa proposta final. “Esperamos que os bancos apresentem, de fato, uma proposta que atenda nossas reivindicações sobre saúde e condições de trabalho e defesa do emprego, garantindo a manutenção do padrão de contratação na Convenção Coletiva. A expectativa é que a proposta econômica que os bancos também ficaram de apresentar  seja de valorização salarial dos bancários e bancárias.  Mas a categoria deve estar preparada para a construção de uma greve forte caso a Fenaban não apresente uma proposta global ou queira aplicar a reforma trabalhista e retirar direitos. Não vamos aceitar retrocessos. Dependendo do resultado da rodada de negociação, nós, do Espírito Santo, vamos defender no Comando Nacional a apresentação de um calendário de luta com a perspectiva de uma greve”, destaca o diretor do Sindibancários/ES e representante da Intersindical no Comando Nacional, Carlos Pereira de Araújo (Carlão).

 

Não são poucos os números e indicadores que comprovam a plena capacidade dos bancos de atender às reivindicações da categoria. Em 2017, as cinco maiores instituições financeiras que compõem a mesa de negociação pela Fenaban, lucraram juntas R$ 77,4 bilhões. Um valor astronômico que impressiona ainda mais quando revelado que o montante foi 33,5% maior que no ano anterior.

Mais de 40 mil postos de trabalho foram extintos pelo setor bancário desde 2016. Além disso, os bancos são responsáveis por apenas 1% dos empregos criados no Brasil entre 2012 e 2017, mas por 5% dos afastamentos por doenças relacionadas ao trabalho, de acordo com levantamento realizado pela Fecomércio.

Brasileiros explorados

Outro dado surreal: as famílias brasileiras comprometem a maior parte dos seus gastos com o pagamento de juros aos bancos. Foram R$ 354,8 bilhões transferidos da renda dos trabalhadores para as instituições financeiras em 2017, o que representa 17,9% de aumento real, ou seja, já descontada a inflação. De acordo com a pesquisa, o montante superou os R$ 291,3 bilhões gastos com alimentação fora de casa, os R$ 154,3 bilhões dos gastos com transporte urbano e os R$ 129,9 bilhões pagos em aluguel.

Os bancários lutam por aumento real, PLR maior, garantia para seus empregos, dos direitos conquistados e pela contratação de mais bancários para que a população tenha um atendimento digno e de qualidade.

Com informações da Contraf

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