Bancários rejeitam nova proposta da Fenaban e greve continua

Bancos propuseram 7% nos salários, PLR e auxílios refeição, alimentação, creche, mais abono de R$ 3,3 mil. Valor ainda fica abaixo da inflação, projetada em 9,57% em agosto. Pauta social também foi ignorada pelos bancos.

Em rodada de negociação iniciada na manhã desta sexta-feira (09), em São Paulo, a Fenaban apresentou ao Comando Nacional dos Bancários nova proposta de reajuste de 7% nos salários, PLR e auxílios refeição, alimentação, creche, mais abono de R$ 3,3 mil. A proposta foi rejeitada pelo Comando ainda na mesa de negociação e a greve continua por tempo indeterminado. Uma nova rodada foi agendada para a próxima terça-feira, dia 13, às 14 horas.

Os bancários reafirmaram que não concordam com o modelo de reajuste abaixo da inflação mais abono, e querem negociar, além das cláusulas salariais, as pautas de saúde, condições de trabalho, emprego, igualdade de oportunidades e segurança, ignoradas pelos bancos.

“A proposta da Fenaban permanece abaixo da inflação e mantém a redução de salários na categoria, sem garantir nenhuma das cláusulas sociais da minuta. Esse formato de reajuste rebaixado não nos contempla, é um retrocesso para os bancários, já que o abono não é incorporado aos salários e nem tem reflexo nos nas garantias trabalhistas, como 13º, férias e fundo de garantia. O setor financeiro é o que mais lucra no país, portanto essa proposta é injustificável”, afirma Idelmar Casagrande, diretor do Sindicato, que representa a Intersindical no Comando Nacional dos Bancários.

A proposta inicial da Fenaban, apresentada no dia 29 de agosto, foi de reajuste de 6,5% para salários e benefícios, e abono de R$ 3 mil. A oferta representaria perda de 2,8% para os bancários, já que a inflação projetada para o período é de 9,57%.

A categoria segue em greve e a orientação é intensificar a paralisação para pressionar os bancos a avançarem nas negociações. “Além da defasagem salarial, enfrentamos todos os dias os adoecimento físico e psicológico decorrentes da sobrecarga de trabalho, da pressão por metas e do assédio moral. Nossa greve não é só por salário, é por dignidade, por condições justas de trabalho e de atendimento aos clientes. O lucro dos bancos, que chegou a 69 bilhões em 2015, é resultado do nosso trabalho. Ou vamos à luta, ou continuaremos enfrentando os mesmos problemas”, diz Jonas Freire, coordenador geral do Sindicato, fazendo um chamado à categoria.

Os bancários reivindicam como pautas prioritárias a reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança, melhores condições de trabalho. A defesa do emprego também é prioridade, assim como a proteção das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora.

Greve cresce no Espírito Santo

Nesta sexta-feira, 09, quarto dia de greve da categoria, os bancários capixabas fecharam 314 agências, além de três departamentos da Caixa e os prédios do Bandes, CPD e Banco do Brasil da Pio XII. Foram 178 unidades paralisadas na Grande Vitória e 136 no interior. Confira a cobertura do quadro de greve

 

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