Bancários rejeitam proposta da Fenaban e decidem manter a greve por tempo indeterminado

Acabou há pouco a reunião de negociação entre Fenaban e Comando Nacional dos Bancários, nesta sexta-feira, 04, em São Paulo. Após 16 dias de greve, a entidade patronal apresentou contrapoposta de 7,1% de reajuste salarial, 7,5% sobre o piso de ingresso, além de PLR fixa no valor de 10%. O Comando Nacional dos Bancários rejeitou […]

Acabou há pouco a reunião de negociação entre Fenaban e Comando Nacional dos Bancários, nesta sexta-feira, 04, em São Paulo. Após 16 dias de greve, a entidade patronal apresentou contrapoposta de 7,1% de reajuste salarial, 7,5% sobre o piso de ingresso, além de PLR fixa no valor de 10%. O Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta – considerada uma provocação — e orientou a manutenção e ampliação da greve por tempo indeterminado.

“A proposta da Fenaban é indefensável, uma provocação diante de uma das maiores greves da categoria bancária. Vamos continuar nas ruas, ampliar o movimento de paralisação e arrancar uma proposta decente de negociação, que traga efetivamente valorização para os trabalhadores bancários e atenda as cláusulas econômicas e sociais da categoria”, diz Carlos Pereira de Araújo (Carlão), coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES, que integra o Comando Nacional.

A greve nacional dos bancários foi deflagrada no dia 19 de setembro, quando os trabalhadores fecharam 6.145 agências e centros administrativos em todo o País. O movimento vem se ampliando dia após dia, atingindo 11.406 dependências na última quinta-feira, 3. No Espírito Santo, o número de agências fechadas chegou a 254 nesta sexta-feira, o maior desde o início da greve.

A nova proposta dos bancos:

Reajuste: 7,1% (0,97% de aumento real).

Pisos: Reajuste de 7,5% (ganho real de 1,34%). Piso de portaria após 90 dias passa para R$ 1.138,38, de escriturário vai para R$ 1.632,93, e o de caixa para R$ 2.209,01 (que inclui R$ 391,13 de gratificação de caixa e R$ 184,95 de outras verbas).

PLR regra básica: reajuste de 10% da parte fixa, que passa para R$ 1.694,00 ( limitado a R$ 9.011,76).

PLR parcela adicional: 10% de reajuste (limitado a R$ 3.388,00)

 

As principais reivindicações dos bancários:

Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação);

PLR: três salários mais R$ 5.553,15;

Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese);

Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional);

Melhores condições de trabalho, com o fim das metas e do assédio moral que adoece os bancários;

Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas;

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários;

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação;

Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários;

Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

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