Bancários retardam abertura de agência do Itaú por falta de ar condicionado

Em protesto pelo descaso do banco Itaú com as condições de trabalho da agência de Laranjeiras, na Serra, diretores do Sindibancários /ES e bancários retardaram a abertura da unidade até as 11 horas nesta terça-feira, 23. Há cerca de 30 dias, a agência funciona sem ar condicionado, submetendo trabalhadores e clientes a um ambiente com […]

Em protesto pelo descaso do banco Itaú com as condições de trabalho da agência de Laranjeiras, na Serra, diretores do Sindibancários /ES e bancários retardaram a abertura da unidade até as 11 horas nesta terça-feira, 23. Há cerca de 30 dias, a agência funciona sem ar condicionado, submetendo trabalhadores e clientes a um ambiente com elevada temperatura e calor excessivo.

Além de trabalhar em um espaço insalubre, os bancários ainda precisam aguentar a pressão para o cumprimento de metas, a sobrecarga de trabalho e o assédio moral dos gestores. E os clientes não escapam. Sofrem a cobrança de altas taxas de juros e tarifas e com o longo tempo de espera para atendimento, decorrente da carência de empregados. Por isso, a ação sindical também recebeu apoio da população e comerciantes da região.

“Estamos há dias cobrando providências do banco e somente hoje, quando fechamos a agência, o Itaú tomou uma medida emergencial. O que temos é um descaso do banco diante da situação precária de condições de trabalho e de atendimento nessa agência, que foi mantida aberta mesmo sendo um ambiente insalubre para trabalhadores e clientes. Vamos continuar cobrando do banco que esse problema seja resolvido de forma definitiva”, enfatiza o diretor do Sindibancários/ES e bancário do Itaú, José Carlos Shnneider.

Entre junho e setembro de 2014, o Itaú obteve lucro contábil de R$ 5,404 bilhões, uma alta de 35,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Ou seja, não é por falta de dinheiro que o banco não investe em condições de trabalho e de atendimento. Por isso, os bancários vão continuar dizendo “basta de desrespeito!”. O trabalho deve ser sinônimo de vida, e não de sofrimento.

Imprima
Imprimir